Sugestões de Projetos e atividades para Educação Infantil.

Textos e artigos relacionados à Educação.

Trabalhos em artesanato como: Tricô pintura em tecido e tela.


...

...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

A IMPORTÂNCIA DOS DIFERENTES TEÓRICOS DA PSICOLOGIA E SUAS CONTRIBUIÇÕES

Conhecer a história, a evolução e a concepções do pensamento pedagógico, não se resume a tomar contato com passado, mas ter instrumentos para entender como este passado construiu o presente.
Jean Piaget foi o nome mais influente no campo da educação durante a segunda metade do século 20, a ponto de quase se tornar sinônimo de pedagogia. Não existe, entretanto, um método Piaget, como ele gostava de frisar. Ele nunca atuou como pedagogo antes de qualquer coisa, Piaget foi biólogo e dedicou a vida a submeter à observação científica rigorosa o processo de aquisição de conhecimento pelo ser humano, particularmente a criança.
As descobertas de Piaget tiveram grande impacto na pedagogia, mas de certa forma, demonstraram que a transmissão de conhecimento é uma possibilidade limitada, as respostas ás questões sobre a natureza da aprendizagem de Piaget são dadas à luz de sua epistemologia genética, no qual o conhecimento se constrói pouco a pouco, à medida que as estruturas mentais e cognitivas se organizam, de acordo com os estágios de desenvolvimento da inteligência.
A inteligência é antes de tudo adaptação. Esta característica se refere ao equilíbrio entre o organismo e o meio ambiente, que resulta de uma interação entre assimilação e acomodação. Onde vê a criança como um ser ativo, atento e que constantemente cria hipóteses sobre o seu ambiente. Assim, acredita que, de acordo com o estagio de desenvolvimento em que a mesma se encontra, elabora os conhecimentos de forma espontânea.
A criança tem uma visão particular sobre o mundo e à medida que se desenvolve, em sua interação com o adulto, aproxima-se de suas concepções tornando-se socializada.
Para Piaget, o desenvolvimento é um processo sucessivo de equilibrações. Embora essas equilibrações ocorram nas diversas etapas do desenvolvimento, certas estruturas vão definir um momento deste desenvolvimento.
O alicerce da teoria piagetana é a noção de equilíbrio. Para Piaget todo o organismo vivo procura manter um estado de equilíbrio ou adaptação ao seu meio. ”O processo dinâmico e constante do organismo buscar um novo e superior estado de equilíbrio é denominado processo de equilibração majorante”. (DAVIS; OLIVEIRA apud LEGAL, 2007, p. ).
O professor tem o papel de coordenar as atividades, perceber como cada aluno se desenvolve e propor situações de aprendizagem significativas.
O conteúdo é importante, mas o processo pelo qual o aluno chega a ele é a prioridade.
A aplicação dessa teoria tem possibilitado a formação de crianças que vão além do mero conteúdo assimilado. São mais críticas, opinativas, investigativas. Sua disciplina está voltada para a reflexão e auto-avaliação, portanto não é considerada rígida.
A produção científica elaborada por Vygotsky, apresenta-se fundamentada nos pressupostos filosóficos do materialismo histórico e dialético marxista, o qual concebe o homem inserido num contexto sócio-cultural, que interfere diretamente na produção de sua consciência e seus comportamentos sociais; através da valorização que o meio sócio-cultural oferece no processo de desenvolvimento humano, Vygotsky elaborou algumas teorias relacionadas a ele, que possibilitam explicar a influência do contexto sócio-cultural no processo educativo humano.
Partindo desse pressuposto Vygotsky enfatiza o papel do educador no sentido de contribuir, intervindo na formação da estrutura conceitual através das diversas disciplinas científicas, e no que se refere à apropriação dos conceitos científicos.
Na perspectiva vygotskvana, embora os conceitos não sejam assimilados prontos, o ensino escolar desempenha um papel importante na formação dos conceitos de um modo geral e dos científicos em particular.
Enquanto para alguns autores Vygotsky é interacionista, para outros é sócio-interacionista e, há, ainda, aqueles que afirmam que ele não se enquadra em nenhuma dessas duas classificações. Dessa forma entendemos que este é um campo aberto para férteis discussões.
Na abordagem vygotskyana o homem é visto como alguém que transforma e é transformado nas relações que acontecem em determinada cultura. Assim é possível constatar que o ponto de vista de Vygotsky é que o desenvolvimento humano é compreendido não como a decorrência de fatores isolados que amadurecem, nem tampouco de fatores ambientais que agem sobre o organismo controlando seu comportamento, mas sim como um produto de trocas recíprocas, que se estabelecem durante toda vida, entre indivíduo e meio, cada aspecto influindo sobre o outro.
Vygotsky não nega que exista diferença entre os indivíduos, que uns estejam mais predispostos a algumas atividades que outros, em razão do fator físico ou genético. Contudo, não entende que esta diferença seja importante para a aprendizagem. Ele rejeita os modelos baseados em pressupostos inatistas que determinam características comportamentais universais do ser humano, como por exemplo, expressam as definições de comportamento por faixa etária, por entender que o homem é um sujeito datado, atrelado ás determinações de sua estrutura biológica e de sua conjuntura histórica.
Na perspectiva vygotskyana embora os conceitos não sejam assimilados prontos, o ensino escolar desempenha um papel importante na formação dos conceitos de um modo geral e dos científicos em particular.
A posição de Vygotsky pode, ou não ser considerada cognitivista já que se distingue pela defesa da constituição externa, e mais especificamente social do cognitivo, entendido como funções mentais superiores, características dos seres humanos, e que se contrapõem às funções mentais elementares também encontradas a nível animal. Esta constituição do cognitivo se dá a partir da mediação através de signos, mais especificamente da fala. Isto significa que aquilo que caracteriza as funções específicas dos seres humanos é não a ação direta sobre o meio, mas uma ação mediada por signos, o que por sua vez pressupõe uma mediação social. Assim, embora o processo básico seja um processo associacionista, as leis que regem o comportamento humano deixam de ser leis naturais passando a serem leis sócio-históricas. O desenvolvimento está, então, relacionado a uma modificação da função da fala que de comunicativa passa a ser reguladora do comportamento, modificação esta de origem social. Isto ocorre inicialmente a nível externo e depois internaliza-se. A criança passa a usar com relação a ela própria formas de ação que outros usaram com relação a ela e que ela usou com relação aos outros. A partir destas mudanças funcionais, ocorrem também mudanças estruturais, desta vez internas que envolvem uma inter-relação entre diferentes funções mentais e constituem um desenvolvimento.


Autora: Vera Freire Palma


PSICOGÊNESE DA APRENDIZAGEM
Eduardo José Legal, 2007.