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sexta-feira, 30 de julho de 2010

"O sonho do Piso"Sancionada em 2008, a lei do piso ainda não virou realidade. Problemas vão da interpretação do texto ao caixa dos municípios

A Lei 11.738, a Lei do Piso Salarial da Educação, comemora dois anos em julho deste ano, mas ainda não é obedecida pela maior parte dos municípios e estados do país. Para que adotem a determinação, muitos nós e contradições ainda precisam ser desatados. A lei previa um salário de R$ 950 de base para professores, diretores, coordenadores, inspetores, supervisores, orientadores e planejadores escolares, valor que deveria ser reajustado em janeiro de 2009 e de 2010.
A partir daí formou-se a primeira confusão. De acordo com os cálculos do Ministério da Educação (MEC), que levam em consideração reajustes de 0% em 2009 e 7,86% em 2010, o valor atual (e oficial) do piso é de R$ 1.024,51, enquanto a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) reivindica R$ 1.312,85.
A diferença se explica nos meandros da lei. O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou, em resposta a uma ação de cinco estados contra a lei do piso, que o valor deveria ser cumprido a partir de janeiro de 2009 independentemente da decisão final do processo (que ainda não foi tomada). Os estados interpretaram, portanto, que a lei valeria a partir de janeiro de 2009 e não receberia o reajuste previsto no documento. O MEC adotou a mesma interpretação. "Eles desconsideraram um reajuste. Consideramos isso um erro, um absurdo, uma análise totalmente equivocada", critica Roberto Leão, presidente da CNTE. "O MEC errou de novo ao fazer o reajuste em janeiro de 2010, porque fez com base no custo-aluno do Fundeb do passado, enquanto a Lei determina que seja feito com uma perspectiva futura".
A lei do piso especifica que a União é obrigada a complementar os recursos financeiros para o pagamento dos profissionais quando o município ou estado não tiver condições de arcar com o custo. Para receber o benefício, a administração deve apresentar uma planilha detalhada dos gastos com educação e se encaixar nos critérios exigidos pelo governo federal. "Existem hoje R$ 700 milhões à disposição de prefeituras que precisam da verba e ninguém vai buscar. Acontece que elas não têm as contas regularizadas, então não conseguem provar que não têm o dinheiro necessário para aumentar os salários", denuncia Leão, da CNTE.
O senador Cristovam Buarque (PDT), autor da lei do piso, é ainda mais enfático: "Se fosse verba para obra, viriam correndo. O problema é que ninguém inaugura professor ou aluno", declarou ao jornal Folha de S. Paulo em março deste ano. Mozart Ramos, presidente-executivo da campanha Todos pela Educação, pondera que muitos municípios, em especial das regiões Norte e Nordeste, têm baixa arrecadação e não conseguem se enquadrar nos critérios do MEC. "Eles têm dificuldade de cumprir as exigências porque os pré-requisitos são extremamente burocráticos e tornam praticamente impossível receber o benefício", comenta. O secretário-executivo do MEC, Francisco das Chagas Fernandes, vê a peneira rigorosa como um ponto positivo. "Com certeza muitos municípios vão ter dificuldade, mas as regras do piso servirão até mesmo para que muitos deles organizem melhor seus gastos", declarou ao jornal potiguar Tribuna do Norte.
Sancionada em 2008, a lei do piso ainda não virou realidade. Problemas vão da interpretação do texto ao caixa dos municípios

domingo, 18 de julho de 2010

Como é importante a verdadeira amizade!!!!!!!!!!!!!!!!!

"Um jovem recém casado estava sentado num sofá num dia quente e úmido, bebericando chá gelado durante uma visita ao seu pai. Ao conversarem sobre a vida, o casamento, as responsabilidades da vida, as obrigações da pessoa adulta, o pai remexia pensativamente os cubos de gelo no seu copo e lançou um olhar claro e sóbrio para seu filho. - Nunca esqueça de seus amigos, aconselhou! Serão mais importantes na medida em que você envelhecer. Independentemente do quanto você ame sua família, os filhos que porventura venham a ter, você sempre precisará de amigos. Lembre-se de ocasionalmente ir a lugares com eles; faça coisas com eles; telefone para eles... Que estranho conselho! Pensou o jovem.. Acabo de ingressar no mundo dos casados. Sou adulto. Com certeza minha esposa e a família que iniciaremos serão tudo que necessito para dar sentido à minha vida! Contudo, ele obedeceu ao pai. Manteve contato com seus amigos e anualmente aumentava o número de amigos. Na medida em que os anos se passavam, ele foi compreendendo que seu pai sabia do que falava. Na medida em que o tempo e a natureza realizam suas mudanças e mistérios sobre um homem, amigos são baluartes de sua vida.. Passados mais de 50 anos, eis o que aprendi: O Tempo passa. A vida acontece. A distância separa. As crianças crescem. Os empregos vão e vêem. O amor fica mais frouxo. As pessoas não fazem o que deveriam fazer. O coração se rompe. Os pais morrem. Os colegas esquecem os favores. As carreiras terminam. Mas... os verdadeiros amigos estão lá, não importa quanto tempo e quantos quilômetros estão entre vocês. Um amigo nunca está mais distante do que o alcance de uma necessidade, torcendo por você, intervindo em seu favor e esperando você de braços abertos, abençoando sua vida! Quando iniciamos esta aventura chamada VIDA, não sabíamos das incríveis alegrias ou tristezas que estavam adiante. Nem sabíamos o quanto precisaríamos uns dos outros."

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Ciência e Espiritualidade: um diálogo possível

A antiga animosidade entre Ciência e espiritualidade parece estar com os dias contados. Cada vez mais, cientistas enveredam suas pesquisas buscando superar os antigos e limitados paradigmas da ciência clássica materialista. A ruptura entre Ciência e Religião, no Ocidente, ocorreu com o Renascimento, no século XVI. Durante praticamente todo o Medievo (séculos V ao XV) a Europa viveu sob o signo da religião dogmática que obstaculizava o desenvolvimento das pesquisas científicas. Tal resistência tinha o pretexto de salvaguardar os princípios “sagrados” das “verdades reveladas”, enquanto usava-se artifícios de “fé cega” que, no fundo, serviam para a manutenção do “status quo” dominante do poder temporal. O movimento renascentista representa a busca de uma superação daquele pensamento fechado, teológico-medieval, em substituição à razão, e ao primado da ciência.
A partir daí, a ciência progressivamente vai se fazendo materialista, buscando na realidade material, objetiva, as respostas para explicar, unicamente, os fenômenos físicos, biológicos, sociológicos, psicológicos, etc. A ciência rompeu com a alma e com Deus. Não havia mais espaço para uma a realidade espiritual. Buscou-se no cérebro, todas as respostas para as funções de natureza psicológica e emocional da criatura humana. Com isso, a medicina e, depois, a psicologia tornaram-se organicistas.
Entretanto, no século XIX, as investigações de Allan Kardec, através da aplicação de métodos científicos da época, naturalmente adaptados à realidade dos objetos de investigação, ou seja, as comunicações dos até então chamados “mortos”, ofereceu as provas científicas e substanciais da realidade de Deus, do espírito, da reencarnação, da prece, etc. Inúmeros outros investigadores se seguiram, entre eles, o físico, prêmio nobel William Crookes, membro da Sociedade Científica de Londres, que estudou por três anos uma jovem médium chamada Florence Cook, pela qual se materializava o espírito denominado Katie King. Ao término de seus estudos, aos quais submetia a médium a critérios de investigação rigorosos, para eliminar as hipóteses de fraudes, Crookes concluiu pela veracidade dos fatos, aceitando, assim como Kardec, a imortalidade da alma e a interveniência dos espíritos no mundo corporal. Outros tantos eminentes cientistas e sérios investigadores alinharam-se na pesquisa da espiritualidade.
O diálogo entre ciência e espiritualidade recebeu incrementos no século XX e, atualmente, desponta com inúmeras possibilidades extremamente confortadoras. Allan Kardec, vale destacarmos, foi quem apresentou-nos a valiosa proposta de uma “fé racional”, isto é, para aceitar algo não basta crer, é necessário “compreender”, analisar racionalmente o fato para aceitá-lo ou rejeitá-lo. O Espiritismo, portanto, é uma doutrina racional que, fundada sob o tríplice aspecto: ciência, filosofia e religião, propõe um constante diálogo com as demais ciências. Kardec teve a coragem de afirmar que o Espiritismo marchará lado a lado com a ciência, até o momento em que esta provar que a Doutrina Espírita está errada sobre determinado aspecto para, nesse aspecto, reformular-se..
Ao contrário do que possa parecer, a ciência – cada vez mais – vem demonstrando a espiritualidade humana. Pesquisa recente feita pelo professor de imunologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília, Carlos Eduardo Tosta, constatou os efeitos positivos da Oração para o ser humano. A pesquisa envolveu 52 alunos de medicina e vários grupos de pessoas que fazem orações em benefício alheio. Os alunos foram divididos em dois grupos de 26 pares, cada par composto de pessoas com a mesma idade, que não se conheciam. Os alunos passaram, previamente, por exames clínicos gerais e avaliação psicológica. A partir daí, sem que os alunos soubessem, foi escolhido somente um aluno de cada par para receber a oração dos grupos religiosos.
Após três anos de pesquisa, foram realizados, novamente, exames clínicos com todos os alunos e comparados com aquela avaliação inicial. Aqueles alunos que não haviam recebido orações não haviam sofrido qualquer alteração em seus sistemas imunológicos. Entretanto, o outro grupo, o que havia recebido as preces, apresentava um sistema imunológico mais resistente. O professor Carlos Eduardo, que comandou a pesquisa, concluiu, então que: “as preces têm efeito positivo na saúde.”[1]
Outras pesquisas, entretanto, têm sido realizadas nessa área. Na Coréia, os investigadores dividiram mulheres com dificuldade de engravidar em dois grupos, que receberam o mesmo tratamento médico. Selecionou-se um grupo dessas mulheres (sem que elas soubessem das pesquisa), o qual começou a receber orações por parte de grupos religiosos. No final da pesquisa, constatou-se que o maior número de mulheres grávidas era, significativamente, o daquelas que se inseriram no grupo beneficiado pelas orações.
Na Califónia, nos Estados Unidos, foram feitas pesquisas junto a 400 pessoas que estavam internas em uma UTI. Da mesma forma, foram separadas em dois grupos, sendo que um deles, passou a receber orações de grupos religiosos. Ao final das investigações, o resultado evidenciava que aquelas que haviam recebido preces, apresentaram um quadro clínico de recuperação muito mais satisfatório.
Na realidade, estamos transitando para um tempo novo. Uma Era onde o ser humano passa a ser compreendido dentro de sua transcendência, não mais limitado à ortodoxia materialista. Na verdade, tal paradigma – materialista – passa, cada vez mais, a ser superado diante de sua inoperância em explicar de forma mais profunda o homem e o universo. Vivemos, no momento atual, segundo o físico austríaco Fritjof Capra, um “ponto de mutação” entre a decadência do modelo materialista antigo, que limitava o Ser a um composto físico-químico, em face à ascendência de um paradigma espiritualista, holistico que, sem abandonar os critérios científicos, agrega uma visão de mundo muito mais profunda e explicativa.
O espiritismo antecipa esse profundo diálogo entre ciência e espiritualidade, colaborando, em muito, para oferecer uma cosmovisão da vida, capaz de oferecer referenciais seguros de conhecimento e consolo na instalação definitiva da Era Nova, ou na metáfora de Platão, do homem velho que abandona a caverna da ignorância para o encontro inadiável com a luz da sabedoria.


Jerri Almeida
Autor dos livros:
Filosofia da Convivência e
O Desafio da Felicidade