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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

PRÁTICAS LÚDICAS E O CONTEXTO PEDAGÓGICO.

Imaginem nossas vidas sem a existência do prazer, atividades de trabalho ou de lazer sem alegria, conversas que efetivamos com colegas, esposos (as), filhos... Com rostos fechados, onde o sorriso é prática proibitiva. Viveríamos muito próximo do mal do século – a depressão.
Por este motivo o aspecto afetivo contido na atividade lúdica é relevante, tanto no fator cognitivo, quanto nas relações sociais, familiares e escolares, que muitas vezes são inadequadas. A afetividade desenvolvida por meio da prática lúdica auxilia no bom convívio em casa e na sala de aula.
Ao educador cabe a necessidade de saber que “Aprender é profundamente competência de desenhar o destino próprio, de inventar um sujeito crítico e criativo, dentro das circunstâncias dadas e sempre com sentido solidário.” (DEMO, 2000, p. 10).
As práticas do jogo e da brincadeira, de forma lúdica, é a retomada do auto-conhecimento. Da valoração do que sou ou do que somos. Do retorno as nossas primeiras experiências enquanto criança. A atividade lúdica, portanto, é a busca pela sustentabilidade do pedagógico.
[...] Convém que os professores que orientam seus pequenos alunos atentem para o fato de que descaracterizar a importância pedagógica do brinquedo na escola é negar a própria criança; é, talvez, violentá-la naquilo que ela tem de mais precioso. (FREIRE, 1989,)
O lúdico conquistou espaço nas unidades escolares e em especial na sala de aula, e de fato é uma necessidade, pois é neste ambiente que pessoas se encontram e a partir destes muitos conhecimentos vão sendo oportunizados. A vida e as experiências de cada um com o seu espaço, os sentimentos, as crenças, sonhos e a afetividade são compartilhados.
O brincar para nosso aluno é algo que está na sua essência, que este traz consigo do ventre materno, onde brinca com seu corpo, faz movimentos e começa a construir sua habilidade, em todos os sentidos.
Deparamos-nos com profissionais que declaram não poder oferecer uma prática diferenciada pelas limitações oferecidas pela escola, sejam elas materiais, físicas ou financeiras. Não na íntegra, mas penso ser uma desculpa a falta também de iniciativa dos profissionais da unidade escolar.
Deste modo, o professor e toda equipe de trabalho devem oportunizar-se a busca por soluções. Estas podem ser conquistadas a curto, médio e a longo prazo. O que podemos ter clareza é de que nós podemos fazer a diferença na educação, atuando e utilizando em nossa metodologia a prática voltada a aprendizagem significativa sim, sempre com prazer.

CURY, Augusto. Pais brilhantes e professores fascinantes. 9. ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2003.
FREIRE, João Batista. Educação de corpo inteiro: teoria e prática da educação física. Série pensamento e ação no magistério. São Paulo: Scipione, 1989.
DEMO, Pedro. Conhecer e aprender: sabedoria dos limites e desafios. Porto Alegre: Artmed, 2000.

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