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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

“ESCOLA, EDUCAÇÃO ,FAMÍLIA E SOCIEDADE”


A função educacional da Escola tem sido destacada por séculos de relacionamento positivo com a família e com a sociedade. Pais e mestres têm sido os pilares da formação intelectual e moral de gerações de homens probos e competentes que dignificaram e honraram a Espécie Humana, iluminando com a sua inteligência e honradez a política, as ciências e as artes. Nem é preciso citá-los; pois, quem ainda não se alienou e possui, pelo menos, uma dúzia de neurônios, têm na memória os nomes, os feitos, as imagens e os exemplos positivos e gratificantes daqueles grandes Homens. Lamentavelmente, eles se foram e pouco ou nenhum descendes deixaram.

Os próprios termos acima: “probos”, “competentes” “honradez” e “moral” ; viraram palavrões nestes tempos escuros e obscuros em que vivemos. A Escola tem tido um papel meritório e muito decisivo na formação da personalidade do futuro cidadão. Nos dias atuais, com as crescentes dificuldades da família, em que a mãe está tão ausente do lar quanto o pai; cada vez mais se recorre às instituições de ensino, não só para capacitarem mais cedo os seus filhos para competirem com os filhos dos outros pais (todos nós nos tornamos rivais dos outros e de nós mesmos); como, para aliviar os pais do cansativo cuidado que a criação do homem requer, principalmente em um País carente de tudo. Assim, desde cedo, a escola interfere no indivíduo, na família e na Sociedade.

Quando falo de Escola, Indivíduo, Família e Sociedade; não me refiro a termos abstratos, como normalmente costumam falar os demagogos eleitoreiros e nos fantasiosos livros de escritores “bonzinhos”, que querem agradar a todos. Quando falo neles, tenho em mente que Escola; é aquela onde estudam o meu filho e o seu; Indivíduo;sou eu, o vizinho,o colega o amigo, o parente, etc. A Família; é a minha, a sua e, a nossa. A Sociedade a que me refiro; é esta, na qual estamos inseridos, em que pesa nos ombros de cada um de nós, a responsabilidade dos acertos e fracassos (hoje, mais estes, que aqueles). Este esclarecimento é importante porque, geralmente, quando se usa termos genéricos, como: “povo”, “sociedade”, ”país”, “nação” e outros; tendemos a nos distanciar dos significados práticos e humanos, como se não pertencêssemos ao grupo de que falamos.

Agindo dessa forma, somos levados a deixar com os outros a resolução de problemas que são pertinentes a cada pessoa e a cada família. A Escola se insere neste contexto dialético. São os seus funcionários, professores, diretores e proprietários, como pessoas individualizadas num todo, que interferem na formação de cada um de seus alunos que são os nossos filhos; os futuros cidadãos, membros de uma Sociedade que exige deles honestidade, competência, caráter, etc., para sobreviver. Não é de se espantar que estejamos em franca falência social, cultural, econômica e mental. Todas essas pessoas do meio educacional, acima citados, influenciam nossos filhos, nossas famílias e toda a sociedade, com os seus pensamentos, idéias, virtudes, sentimentos e defeitos. Transmitem, incorporando ao educando, principalmente às crianças (as nossas), os modelos de comportamento que elas,mais tarde,irão atuar como cidadãos.

Ora, cada componente escolar e educacional recebeu e recebe, por sua vez, o condicionamento do meio em que viveu e vive. A Sociedade (nós, você e os outros) sempre foi condicionada e condicionante. A nossa época é assustadoramente pior, devido a proporção gigantesca de estímulos negativos condicionantes que nos atingem, a cada segundo de nossa vida. O condicionamento negativo se tornou tão comum que já não mais percebemos a nossa desestruturação física e mental. Acostumamo-nos, acomodamo-nos e não percebemos a nossa própria decrepitude. Há muito que estamos morrendo de carência ética, moral e espiritual. Sou tentado a crer que os nossos últimos representantes desses valores de firmeza, coragem diante do perigo, intrepidez e bravura; se foram com os nossos esquecidos “pracinhas” que lutaram e se imolaram pela liberdade, nos campos de batalha, na última guerra mundial. Muitas vezes somos levados a pensar e a agir, não de acordo com a nossa consciência e conhecimento; mas, tão somente, pela pressão de interesses políticos,financeiros e comerciais; bem como, induzidos por grupos majoritários, nem sempre sábios e competentes para tão importante missão.

A televisão tornou-se o maior e mais intensivo veículo de condicionamento negativo, notadamente das pessoas mais novas. Raros são os pais que se preocupam com o que os seus filhos andam fazendo,lendo, vendo na televisão, no cinema e na Internet. Pelo contrário, geralmente deixam-nos aos cuidados de terceiros, culturalmente inaptos e/ou dessa “babá eletrônica”, que horas a fio, recebem estímulos negativos de toda espécie, moldando suas frágeis personalidades para o comportamento nocivo a si e, aos demais. Para venderem seus produtos, os comerciantes e a TV utilizam-se de todos os meios publicitários condicionantes, afrontando e ridicularizando até os mais sagrados símbolos religiosos. Esses mercadores de ilusão só respeitam mesmo os símbolos militares, por medo da reação destes. Tudo indica que os comerciantes e a TV temem mais os generais que a Deus; por saberem que o Criador é mais benevolente e paciente com os seus filhos; mesmo com os perversos. Imaginemos o que gravam os cérebros dessas crianças que passam horas diante de um televisor; são condicionadas até na alimentação! Sabe-se que os produtos alimentícios propagados e condicionados pela TV não são os naturais; mas sim, o que é contrário à boa saúde. Uma infinidade de produtos coloridos, bonitos e apetitosos, apresentados por pessoas fortes e bonitas por fora, em flagrante desrespeito à Natureza. Substancialmente artificiais, eles enchem de fantasia as mentes, os olhos e os estômagos das nossas crianças (e de muitos adultos),cujas famílias irão,mais tarde, gastar dinheiro e preocupações com dentistas, médicos e psicólogos, no tratamento de suas insanidades físicas,deformidades corpóreas ,deformações morais e mentais. Sem falarmos de inúmeros outros tipos de condicionamentos não menos graves, que os exemplos da mídia nos impõem, como a agressividade, a violência e a sexualidade precoce e compulsiva. Voltemos à interferência da escola na formação da personalidade dos nossos filhos. Qualquer Instituição é composta de pessoas e são elas que irão direcionar as regras de conduta e a finalidade dessa Instituição; obedecendo, é claro, a proporção do poder hierárquico de cada um dos seus componentes. A Escola como qualquer organização, se comporta de acordo com as regras, exigências e pressões exercidas por seu contexto social. E a nossa sociedade não vem sendo modelo de candura e virtudes para ninguém; basta que acompanhemos os noticiários jornalísticos de cada dia. Agora, vamos imaginar uma família que seja mais conscientizada, mentalmente evoluída e culturalmente aprimorada que matricule o seu filho na época adequada à sua socialização e culturação. É nesse estágio que vamos nos defrontar com um dos maiores problemas educacional, negligenciado pela maioria dos pais e educadores. Uma criança desse tipo, que esteja recebendo de seus pais uma educação moral, cívica, religiosa e alimentar ( o que é raríssimo,hoje em dia) ; encontrará enorme resistência contra todos esses seus princípios familiares positivos; não só por parte dos seus colegas,professores,supervisores e diretores; bem como, dos outros pais que, por ignorância ou desleixo não cultivaram positivamente as mentes de seus filhos. Ao contrário das épocas passadas em que o colégio moldava, positivamente, a personalidade infantil; em nossos dias ele vem se tornando, paradoxalmente, em iniciador e modelador dos maus costumes. Isto porque, é no convívio escolar que a criança é levada a se comportar, sob pena de sofrer represália, de acordo com a maioria dos outros alunos que são criados por seus pais num autêntico ambiente de permissividade, onde tudo pode e nada deve ser proibido; para não “causar danos” a esses futuros agressores sociais. Daí é que surgem muitos delinqüentes que, gerados na falsa psicologia da liberalidade ou libertinagem, não têm limites nos seus comportamentos públicos. Procure observar como se comportam nos pátios, recreio,calçadas, nas saídas escolares e até dentro das salas de aula ! Veja a algazarra que fazem durante as aulas; como se vestem; o desacato, ameaças e agressões a professores; palavrões, pichações, depredações, etc. Se olharmos os alunos da maioria das escolas públicas; veremos que estamos fritos em gordura “trans”! Quem mora perto de alguma e tiver, ao menos, uma dúzia de neurônios; entenderá o que estamos dizendo! Note os danos que causam ao meio ambiente! Infelizmente, é no início da escolaridade e no que deveria ser a sua socialização, que a criança tomará conhecimento e se familiarizará com os palavrões, gírias, palavras chulas, desobediência, vícios, desrespeito a tudo e a todos e com os alimentos artificiais. Por mais que pais cuidadosos e responsáveis queiram evitar que seus filhos sigam os maus exemplos dos colegas de escola; não conseguirão livrá-los das conseqüências que sofrerão no futuro; fruto da criação e imaturidade dos outros pais. Na escola, os filhos imaturos dos pais imaturos, repetem as palavras, cenas e exemplos que vêem na TV, nas revistas, vídeos e palavreados que escutam nas suas famílias desestruturadas. Então, desde cedo, “brincarão” de esmurrar, chutar os outros, gritar, “ficar”, beijar e “sexuar”; sob os olhares modernistas, permissivos e libertinos de todos, inclusive de seus pais; que até aplaudirão, com orgulho, os “ensaios” precoces de erotismo,vulgaridade e agressividade de seus “rebentos”(palavra bem apropriada para defini-los; pois, que irão,de fato, se arrebentar e arrebentar os outros ( vide o comportamento dos “moykanos” ao saírem de um jogo de futebol ou em algum baile “fank”, “fenk”, “fink”, “fonk” ou “funk” !). Quanto aos meninos; seus pais se orgulharão das “estripulias” que farão com as filhas dos outros. Enquanto isso, os pais destas filhas, vítimas desses coleguinhas erotizados precocemente pela TV,filmes,vídeos,internet,etc., e por suas famílias “liberais”; também irão sofrer, quando suas filhinhas, também erotizadas precocemente pelos colegas e por estes pais, chegarem à adolescência, cheias de problemas psicossomáticos. Um pequeno exemplo disso serve para enfatizar o dilema : na clínica, tratei de uma dessas meninas, com 16 anos, trazidas por seus pais, pelos motivos de tentativas de aborto e de suicídio;depressão, distúrbios psicossomáticos e outros. Este é um caso clássico que ocorre, aos milhares, em nosso País, decorrentes dos fatores que procuramos mostrar neste Trabalho. Enquanto esses pais se orgulham da “macheza” de seus filhinhos; os pais das menininhas, vítimas dessa “macheza”, sofrerão com elas as conseqüências mentais e materiais do erotismo precoce. As crianças que levam merenda natural(frutas,sucos,etc.) são discriminadas e ridicularizadas pelos demais,recebendo críticas dos colegas; o que leva os seus pais a cederem, diante das pressões, fruto da inconsciência dos demais. Sabemos que não existem culpados. Nem os professores,nem o colégio e nem mesmo os pais imaturos; já que não desejam,conscientemente, a ruína de seus alunos e filhos. Pelo contrário, todos eles almejam a saúde e o aprimoramento psicofísico das crianças. O que acontece é que todos pressionam entre si; nesta Sociedade exteriorizada e artificialmente competitiva. Não se trata de uma competição sadia; como por exemplo, para ver quem descobre um antídoto contra a fome ou um remédio que sane a violência de seus filhos; ou mesmo a cura do câncer! Mas; o que se vê é uma competição doentia e perversa que se contenta em disputas vazias, ocas, nulas e inconseqüentes como: quem tem mais e melhores casas e carros; quem é mais bonitinho ou bonitinha; quem se veste melhor e mais caro;quem tem o “topete” mais alto e espetado; quem tem o “traseiro” e a “dianteira” mais recheada; quem manda mais em que, e em quem; enfim, é o reinado da Iniqüidade ! Todos são algozes e vítimas de si mesmo. Muitos pais, por comodidade e ignorância preferem colocar nas merendeiras dos seus filhos alimentos já prontos, empacotados, enlatados e engarrafados, pois requer menos trabalho e raciocínio que os alimentos naturais e caseiros. Muitos deles são vítimas da falta de conhecimento dos valores nutritivos dos mesmos e sobre a própria saúde física e mental; prejudicando os seus filhos e a si mesmos. É, justamente isto que a direção dos colégios argumenta, quando é questionada por algum pai mais conscientizado. A Escola sofre pressão dos pais inconseqüentes (a maioria) e alienados quanto à educação e alimentação dos seus filhos. Creio que todos os professores e diretores de colégio gostariam de lidar com crianças física e mentalmente sadias, educadas e nutridas, filhos de pais conscientes e maduros, que dariam menos trabalho, prejuízos e responsabilidade. Sabemos que isso está cada vez mais difícil de encontrarmos, pois a família, com poucas exceções, perdeu a capacidade de criar e modelar homens éticos, cidadãos responsáveis e honrados. O colégio, assim como os políticos,governantes, autoridades, pais ou qualquer Instituição, representa o contexto social; o momento histórico em que se situam. Nós os merecemos, por pior que sejam e se comportem; assim, como eles nos merecem. Não estou insinuando que devemos ficar omissos, acomodados ou subservientes diante das exigências ou pressões descabidas de outrem! Uma só pessoa que reage contra a injustiça e a insanidade dos demais; valerá muito mais que milhões de acovardados,ignorantes,acomodados e omissos.


Psicólogo-Clínico pela Universidade Católica de Minas Gerais;

Estudante de Direito da Faculdade de Direito Estácio de Sá-BH;

Escritor e Pesquisador nas áreas da Psicobiologia e do Direito.


Carleial. Bernardino Mendonça.

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