Sugestões de Projetos e atividades para Educação Infantil.

Textos e artigos relacionados à Educação.

Trabalhos em artesanato como: Tricô pintura em tecido e tela.


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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Outros animais de corações!


  Material necessário:
ü     Papéis diversos
ü     Lã para os bigodes e rabos

Faça assim:
ü     Recortes corações de diversos tamanhos e observando os desenhos ao lado, monte os bichinhos.
ü     Faça os acabamentos colando as lãs.


Trabalhinhos com sucata


Porquinho de caixa de sapatos

1cm
Uma caixa de sapatos, uma caixa de fósforos e 4 rolos de papel rolinhos (recortados de rolo de papel higiênico)  Pintar de cor de rosa ou colar em cima um papel dessa cor. Uma das bordas de cada rolinhos devem ser recortadas  4 vezes com profundidade de 1cm .


Os recortes devem ser dobrados para fora de maneira que os rolinhos que são os pés do porco sejam colados no fundo da caixa de sapatos (corpo do porquinho).
Numa das laterais estreitas da caixa de sapatos faça um buraquinho, que seja o suficiente para enfiar o rabinho do porco. Recortes com papéis coloridos os olhos e os buracos do nariz do porco. Então cole na frente da caixa o nariz (caixa de fósforos também pintada de cor de rosa), assim como os olhos e o nariz do porquinho.
Se o papel foi pintado, podemos laquear todos os lados. 

Vaquinha de caixa de sapatos

A vaquinha de papelão será construída mais ou menos como o porquinho. Observe que ela possui as patinhas como as do porquinho. Arranje uma caixinha menor que será a cabeça.  Dois rolos de papel higiênico serão os chifres. A língua pode ser fita com papel vermelho!


sábado, 27 de agosto de 2011

Hora do conto de historinhas


A anjinha que queria ser bailarina 

(Augusta Schimidt)

Jeni era uma anjinha. Morava numa casinha branca, enfeitada de violetas, num amontoado de nuvens fofas bem pertinho do céu. O que ela mais gostava de fazer era dançar. Dançava pro sol, dançava com a lua, dançava nas estrelas... sua dança era uma beleza! Jeni sonhava em ser bailarina, por isso vivia pensando num jeito de ir para a terra dos homens. Certo dia papai anjo, reuniu toda a família para uma conversa séria e decisiva. É que eles tinham uma missão, que era cuidar de humanos na terra e para isso teriam que se mudar. O coração de Jeni, a principio até saltou, estava ai a sua oportunidade, mas logo caiu na realidade. Como ela tão pequena poderia assumir tamanha responsabilidade? Enquanto isso na terra... Numa cidade grande e bela, a família Xavier se preparava num clima de muita alegria, para a chegada do bebê que os faria ainda mais feliz. A jovem mãe, radiante de felicidade, cheia de fé e carinho, todas as noites ao deitar, olhava um estrela no céu e se punha a falar: “ Meu bom Deus e meu Pai, faça com que meu bebê seja um anjo e que o brilho dessa estrela acompanhe a sua chegada e aqui permaneça a iluminar a sua jornada.” E Deus ouviu suas preces... Era Maio, dia 28. O céu amanheceu mais azul, os pássaros estavam alegres, as borboletas dançavam ao som do vento que chegava dando carona para a família dos anjos que daquele dia em diante viveriam aqui na terra. Mamãe anja foi cuidar da jovem mãe, papai anjo foi cuidar do senhor Xavier e Jeni a anjinha, transformou-se no lindo bebê que acabara de nascer. A quem tem fé tudo pode acontecer. Jeni cresceu e seu grande desejo se realizou. Tornou-se a bailarina que a anjinha sempre sonhou. E a estrela guia, aquela que a jovem mãe via, acompanha a trajetória da bela bailarina, iluminando a sua vida.






 árvore dos desejos... 

Era uma vez, na Terra encantada. Havia uma árvore muito, muito engraçada.
Qualquer pessoa que fosse, e para a árvore olhasse, logo tinha vontade de soltar grande gargalhada.

A árvore tinha um tronco muito comprido, ia do chão, até muito longe, além das nuvens.

Qualquer pessoa iria logo perguntar: - Onde será que os galhos batem? Onde será que as folhas balançam?

Talvez nem tão longe assim. E como seria colher seus frutos? Como seria o nome de árvore tão engraçada? Que só de olhar dava vontade de dar risada.

Lá longe, muito longe, além das nuvens, onde os galhos da árvore muito alta, se esbarram, as folhas brincam de se esconder, e fazem cócegas nos rostos dos anjos que ficam corados, e logo começam a correr.

Cristal Rosa era uma menina muito curiosa e tudo perguntava: onde? Como? Porque?
Eram suas três palavras preferidas. Cristal Rosa morava na Terra encantada, mas lá não tinha nascido. Diziam que ela tinha sido para lá levada por uma revoada de fadas.

Cristal Rosa era filha única de uma estrela solteira. Sua mãe altaneira estava apaixonada pelo sol que nunca lhe deu um sorriso, e nunca retribui tão forte amor. A estrela magoada, chorou, chorou, suas lágrimas rolaram, rolaram e caíram bem em cima do peito da árvore, que apesar deintocado pelo astro, resolveu atender o desejo secreto da estrela. Deu-lhe de presente o fruto do desejo, que era ter uma linda filha. Cristal Rosa era linda, brilhante e pequena.

Com o tempo a estrela, cada dia mais triste, pois seu sol não lhe correspondia. Ela resolveu economizar energia e se apagar. As fadas com pena da pobre Cristal Rosa, a enviaram para a Terra encantada. A menina tão solitária chorava e ardia de saudades de sua mãe a estrela apagada.

Um dia uma das fadas em visita a Terra encantada escutou esse choro, e voou, tão alto, com suas amigas, tocou um dos frutos da árvore dos desejos. O fruto caiu bem no colo de Cristal Rosa que faminta deu uma boa mordida no estranho fruto. Na mesma hora a paisagem se modificou e desceu pelos galhos da árvore frondosa, escorregando pelas cores lindas de um arco-íris, uma mulher de beleza sem igual. Seu vestido colado ao corpo era de fundo verde, e brilhava aos raios do sol. Enfeitada de incontáveis flores coloridas e perfumadas, a mulher desceu até Cristal Rosa, que logo reconheceu sua mãe a estrela apagada, estava transformada, em linda primavera. Resolveu abandonar o espaço, onde vivia solitária, e emprestaria sua beleza e sua graça para os outros habitantes da Terra Encantada, junto com sua filha amada.


Jogando e Aprendendo a Decifrar a Arte






Jogando e Aprendendo a Decifrar a Arte
Por: Anne Cerutti
Justificativa:
Este trabalho visa aproximar o aluno do universo artístico, através dos grandes nomes da pintura. Tem a preocupação de ressaltar detalhes de obras de arte, a partir de um universo reconhecível. Neste momento não vamos nos ater a história, sendo necessário observar os detalhes que vibram nas telas para tentar decifrar a técnica e a maneira pessoal de expressão e representação. Os nomes escolhidos são: Monet, Renoir, Van Gogh e Picasso e suas obras são respectivamente : Efeito do Outono em Argenteuil, Almoço em La Grenouillère, Quarto do Artista em Arles e Guernica.
Objetivos:
- Introduzir o aluno no universo dos grandes nomes da arte, para que através das imagens de suas pinturas, se possa observar o estilo que os diferencia.
- Relacionar nome-figura-forma, e assim criar uma identificação, mais profunda com o universo da pintura, observando elementos marcantes e itens determinantes em suas obras.
- Diferenciar e caracterizar cada artista numa possibilidade de infinitas interpretações na busca de novas descobertas, abrindo caminhos para novas análises de outros artistas.
Procedimentos:
1- Escolher 4 ou 5 obras de arte de artistas representativos de seu tempo e tirar 2 xerox coloridos de cada uma delas em tamanho A4. O primeiro xerox deverá ser colado em folha canson ou cartolina A3, e o segundo xerox deverá ser dividido em 6 ou 8 partes como mostra o modelo abaixo. Sugerimos 4 obras de 4 artistas.
2- Distribuir uma parte das obras para cada aluno. Ao todo são 30 partes assim distribuídas: Pablo Picasso (6 partes), Claude Monet (10 partes), Vicent Van Gogh (6 partes) e August Renoir (8 partes). Caso a turma tenha um número menor de alunos pode-se trabalhar com duas partes para cada aluno ou retirar uma das obras. Caso haja um maior número de alunos pode-se trabalhar com duas partes para cada aluno. Pode-se acrescentar outro artista.


3- Em seguida escrever frases na lousa e em tiras de papel sobre cada um dos artistas ou obras e pedir que eles escolham e associem com a parte que receberam colando-a na parte de baixo de uma folha de papel sulfite ou canson A3. O nome do artista não deverá ser revelado neste momento.
Frases:
- PINTAVA AO AR LIVRE PARA CAPTAR A LUMINOSIDADE DO SOL.
(Vincent Van Gogh)
- RETRATAVA CENAS COTIDIANAS EM SALÕES, CAFÉS, RESIDÊNCIAS, RESTAURANTES.
(August Renoir)
- TUDO O QUE ESTAVA A SUA VOLTA SERVIA-LHE DE CENÁRIO PARA SUAS TELAS.
(Claude Monet)
- MUDOU O CONCEITO DE FORMA, DESENHANDO LIVREMENTE E SEM A PREOCUPAÇÃO DE OBTER A "PERFEIÇÃO".
(Pablo Picasso)
4 - Solicitar que colem a parte da obra recebida na folha de papel A3 na posição que acharem mais adequada para continuar o trabalho de acordo com sua criatividade e imaginação. Nesse momento é importante observar linhas, formas, texturas e cores para dar continuidade à obra do artista.
EXEMPLO:


5 - Colocar todos os trabalhos feitos pelos alunos nas paredes da sala de aula ao lado da obra original.
6 - Questionar os resultados obtidos verificando as semelhanças e diferenças com a obra original.
- Questionar sobre as dificuldades encontradas e sobre os equívocos que podem ocorrer
quando só se vê uma parte de um todo.
- Discutir sobre os trabalhos feitos a partir das “partes” questionando sobre o uso das cores,
linhas, formas, texturas e intenções.
- Rever a colocação das frases, agora já com a obra completa retificando ou ratificando sua
opção inicial, justificando-a.
- Falar sobre os autores de cada obra pedindo que o aluno pesquise outras obras desses artistas
e alguns dados biográficos. Pode-se formar grupos de pesquisa de acordo com a afinidade do
aluno com as obras ou artistas.
Avaliação:
A avaliação poderá ser feita a partir das discussões, das dificuldades observadas, das possibilidades encontradas e da coerência das frases com as imagens
Bibliografia:
Para Entender a Arte – Robert Cumming – 1995, Editora Àtica.

.Estampa sobre PapeL



Material Necessário:
  • Tinta guache (diversas cores), papel e diversos objetos para usar como carimbo (chave, carretél, rolha, folhas e flores, botões, pedaços de madeira e engrenagens de relógio, etc..)

Como fazer:
  • Coloque uma folha de papel sobre a mesa de cada aluno.
  • Proponha que pintem a superfície do objeto que vai estampar com um pincel e tinta guache.
  • Deve-se deitar o objeto levemente sobre o papel e retirar com cuidado para não arrastar.
  • Deixe secar.
Atenção! O professor - dinamizador da atividade deve avisar os alunos para intercalar objetos e cores para obter texturas e estampas abstratas.

Os alunos devem criar desenhos "figurativos" usando apenas as formas dos carimbos.
Sobre Tecido:

Utilize tinta para tecido ou de serigrafia e pedaços de malha ou camisetas brancas, para criar estampas interessantes e originais.

Não esqueça que a mão e as pontas dos dedos são "carimbos" interessantes também.











quinta-feira, 25 de agosto de 2011




Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla

  
O termo inclusão social se refere a compreensão de que toda a sociedade é constituída por pessoas que são diferentes entre si, e que a diversidade necessita ser valorizada, sendo todos responsáveis pelo convívio e bem-estar.
Portanto, educação inclusiva, vai muito além de formação, ela engloba vários processos de mudança nos quais todos nós profissionais da educação, pais, escolas temos que estar atentos e prontos para tais acontecimentos.
Focar na formação profissional do professor,  é relevante para aprofundar as discussões teóricas práticas, proporcionando subsídios com vistas à melhoria do processo ensino aprendizagem.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A Importância da Aprendizagem e Reconstrução do conhecimento.



A Educação ao longo da vida deve ser encarada como uma construção continua da pessoa humana dos seus saberes a das suas aptidões. A Educação que tanto acreditamos está na troca de afeto, de conhecimentos e de vivências, tornando, professor e aluno, parceiros na construção de uma sociedade mais justa humana.

Currículo significa caminho ou percurso, jornada, trajetória. Nos dias atuais, ainda, entende-se currículo como a seqüência linear e ordenada de estudos ou o conjunto de disciplinas que compõem um determinado curso.
 Na concepção construtivista a aprendizagem o conhecimento é visto como produto da ação e reflexão do aprendiz, assim sendo deve-se levar em conta o conhecimento prévio que o aprendiz tem sobre qualquer conteúdo.
Devemos lembrar que todas as pessoas são capazes de ensinar algo e todas as pessoas aprendem continuamente, só que muitos de nós ainda não nos demos conta que precisamos, na verdade, ensinar e aprender o “como aprender”, e que aprender pode ser muito prazeroso.



Como sempre acreditei e continuo acreditando mesmo estando fora de sala de aula.

 O professor tem um papel muito importante na construção do conhecimento sendo o mesmo um formador de opiniões. 






“Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos
a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da
nossa palavra. O professor, assim, não morre jamais”.
Rubem Alves




segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Fiquei feliz ao saber que a música devera fazer parte do currículo escolar.

Cantos, ritmos e sons de instrumentos regionais e folclóricos. A música vai invadir salas, pátios e jardins das escolas do país. A disciplina defendida por um dos mais talentosos maestros brasileiros, Heitor Villa-Lobos (1887-1959), volta a ser obrigatória na grade curricular dos ensinos fundamental e médio. Para especialistas, a aprovação da Lei nº 11.769 em agosto de 2008, significa uma formação mais humanística dos estudantes, na qual serão desenvolvidas habilidades motoras, de concentração e a capacidade de trabalhar em grupo, de ouvir e de respeitar o outro.
A nova legislação altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), fazendo da música o único conteúdo obrigatório, porém não exclusivo. As demais áreas artísticas deverão ser contempladas dentro do planejamento pedagógico das escolas. Até 2011, uma nova política definirá em quais séries da educação básica a música será incluída e em que freqüência.
Segundo o presidente da Associação Brasileira de Educação Musical, Sérgio Figueiredo, alguns municípios se anteciparam à nova lei e já possuem profissionais de música nas escolas públicas e privadas, como: Florianópolis (SC), Franca (SP), São Carlos (SP), Santos (SP), João Pessoa (PB), Porto Alegre (RS) e Santa Bárbara (MG). “Nessas cidades, a lei apenas reforça o que já vinha sendo feito e pode servir de exemplo para a implantação da música nas demais escolas do país”, afirma.
Antes da regra, a música era conteúdo optativo na rede de ensino, a cargo do planejamento pedagógico das secretarias estaduais e municipais de educação. No ensino geral de artes, a escola podia oferecer artes visuais, música, teatro e dança. “A educação musical no Brasil é bastante diversificada e descontínua. Existem projetos duradouros de ótima qualidade, ao lado de muitos trabalhos que são apenas esporádicos, não oferecendo formação musical para todos os estudantes. Com a lei, isto vai mudar”, explica Figueiredo.
Durante os próximos três anos, escolas, diretores e professores terão de se adaptar a nova regra. “A formação de professores é o principal desafio, por isso, temos que batalhar para que mais vagas sejam criadas”, defende Figueiredo. De acordo com Luciana Del-Ben, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), estudos mostram um número bastante reduzido de professores licenciados em música atuando nas escolas, assim como são raras as escolas públicas que oferecem aulas de música como componente curricular. “Conforme estudos de Isabel Bonat Hirsch, a porcentagem de professores que ministram a disciplina música como parte do currículo escolar ou que trabalham somente a modalidade música nas escolas é de 2,2%, contra 57,5% de professores que declararam trabalhar somente a modalidade artes plásticas ou visuais”, explica Del-Ben.
Doutora em música pela UFRGS, Del-Ben, destaca que resultados de várias pesquisas desenvolvidas no Brasil indicam que, apesar de não ser conteúdo curricular obrigatório, a música não saiu das escolas. “Trago como exemplo disso os resultados do mapeamento que realizei junto a professores de artes e diretores de 74 escolas estaduais de educação básica de Porto Alegre, em 2004 e 2005. Em 71,62% dessas escolas havia algum tipo de atividade musical sendo desenvolvida”, cita. Ela acrescenta ainda que a pesquisadora Hirsch entrevistou 139 professores de arte/música de 104 escolas gaúchas e 81,4% delas professores usavam a música em suas práticas pedagógicas. O estudo foi realizado entre 2006 e 2007, em escolas estaduais de ensino fundamental e médio pertencentes à 5ª Coordenadoria Regional de Educação do Estado do Rio Grande do Sul, sediada em Pelotas.
(Renata Chamarelli)




A APRECIAÇÃO MUSICAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL: DA AÇÃO A REFLEXÃO
Vera Freire Palma


RESUMO
Este estudo é resultado de uma investigação que iniciou pelas observações num Centro de Educação Infantil do município de Balneário Camboriú/SC e se desenvolveu no Estágio Supervisionado do Curso de Pedagogia da Univali. O objetivo condutor foi o de investigar como a música pode contribuir na aprendizagem das crianças da educação infantil. A coleta de dados aconteceu por intermédio de observações participantes com registro em diário de campo, entrevista e questionário, plano de ações para a intervenção com crianças de quatro e cinco anos. A análise compreendeu a descrição e interpretação de episódios da observação, relatos e das ações da intervenção. Os resultados do estudo indicam que a música contribui como área do conhecimento para o trabalho nas demais áreas e, especificamente, eixos do conhecimento (RCNEI/MEC, 1998)

Palavras-chave: música, Educação Infantil, aprendizagem.


1 INTRODUÇÃO

Este estudo surgiu da observação participante, que aconteceu em 12 de setembro de 2005 a 16 de setembro do mesmo ano. Foi realizada no Núcleo de Educação Infantil, pertence a Rede Municipal de Balneário Camboriú.Foram sujeitos da pesquisa crianças de 04 a 05 anos da turma do Jardim e a professora da sala. Concorda-se com Ludke (1986, p.26), quando se refere ao ato de observar e o que esta ação supõe:
A observação direta permite também que o observador chegue mais perto da “perspectiva dos sujeitos”, um importante alvo nas abordagens qualitativas. Na medida em que o observador acompanha in loco as experiências diárias dos sujeitos, pode tentar apreender a sua visão de mundo, isto é, o significado que eles atribuem à realidade que os cerca e as suas próprias ações.

Através dos registros das observações em diário de campo, percebi a necessidade de elaborar um plano de ação que fosse desenvolvido no Núcleo. Na ocasião vislumbrei certa dificuldade por parte dos professores de Educação Infantil em estruturar estratégias que proporcionassem a realização da prática musical adequadamente.
Os objetivos norteadores da proposta foram assim delineados: determinar relações entre teoria e prática, através da analise no decorrer das etapas da prática pedagógica; identificar na rotina diária das crianças do Núcleo, que momentos eram destinados ao trabalho com a Musicalidade, conhecer os recursos pedagógicos disponíveis para valorizar uma prática com ênfase na música.
Construir um plano de ação que envolva as crianças em momentos musicais; verificar até que ponto a música pode aumentar ou não o interesse na aprendizagem; analisar a influência que a música tem sobre a criança.
Para Souza (2006, p. 179), “A tarefa básica da música na Educação é fazer contato, promover experiências com possibilidades de expressão musical e introduzir os conteúdos e diversas funções da música na sociedade, sob condições atuais e históricas”.
Buscou-se trabalhar com a música visando informar e mostrar através de atividades diversas, como pode ser trabalhada a Educação Musical com crianças na Educação Infantil, procurando desenvolver a capacidade das mesmas de vivenciar a música, ampliando e aprofundando suas relações com ela.

2 MÚSICA: alguns pontos conceituais

A música é um fenômeno universal, uma linguagem que todos entendem, é um traço de união entre povos. Ela gera conhecimento e tem especial significado porque opera com forço total na percepção e na cognição humana. A educação musical tem a função de acionar e desenvolver tanto a capacidade do indivíduo para compreender as relações que possibilitam a expressão, quanto os mecanismos no processo de organização sonora.
A combinação de elementos básicos que constituem som, ritmo, melodia e harmonia, possibilita a sua expressão, que é de enorme beleza. Pep (apud CRAIDY; KAERCHER, 2001, p. 56), salienta que as crianças não precisam ser profissionais na área do conhecimento musical:
Os alunos não são músicos profissionais, nem deve ser este o objetivo das aulas de música das escolas. Mas o tratamento que é preciso dar às aprendizagens deve estar orientado para a criação e a exteorização de tudo o que tenham assimilado, sem desprezar as possibilidades que têm de fazer música, embora seja a partir de conhecimentos básicos. Devemos partir do principio segundo o qual todas as pessoas são capazes de criar (em qualquer linguagem). É necessário em nossos alunos aquilo que, se não for desenvolvido na infância jamais o será, e permitir que certos conteúdos apareçam em sua aprendizagem quando necessários. A base é muito importante no terreno artístico. E a base da arte é, principalmente, a sensibilidade.

A música apresenta uma importante fonte de estímulos, equilíbrio e felicidade para as crianças, tanto o som quanto o ritmo são elementos básicos da música, empregados especificamente na plenitude da expressão musical, podem provocar nelas reações de cordialidade, entusiasmo, prender sua atenção, estimular sua vontade auxiliando a conciliar a ação educativa.

2.1 Aprofundamento de conceitos relacionados com a música

A palavra música é originária da palavra grega “MUSIKE” e não designava só melodia executada através de instrumentos, mas também de canto e dança.
A música é um recurso fundamental para o desenvolvimento dos aspectos cognitivos, psicomotores e sócio-afetivos da criança. A música auxilia o indivíduo a tomar consciência do jogo intimo do seu ser através de fibras mais sensíveis e de suas experiências emotivas, conduzindo ao prazer. A música pode ser considerada uma sinfonia sonora que nos cerca em todos os lugares. Assim, todos possuem em seus corpos e em suas vidas a musicalidade.
O processo de alfabetização das crianças, em uma cultura seja ela qual for, passa pela aprendizagem de todos os elementos que constituem: a organização social e econômica, a estrutura das relações de parentesco, a língua, a religião, a música, a dança, etc.
Para Jeandot (1993, p.20), “A música tem sido uma forma de comunicação entre os indivíduos, acompanhando sua evolução e socialização”. Este autor ressalta que o convívio com a música pode tornar a criança curiosa, observadora, capaz de sentir e agir, criar, refletir e resolver problemas. Ela influência no desenvolvimento da percepção e do senso crítico levando o indivíduo a pensar, questionar, perguntar, buscando desta forma o saber.
Por esse motivo é muito importante que o educador perceba que a música é um caminho a mais que se abre para o desenvolvimento integral da personalidade humana.
Ao educador caberá enriquecer seu repertório musical com discos e materiais para serem explorados, observar o trabalho de cada criança e planejar atividades que envolvam a música de diferentes povos, épocas de diferentes formas e compositores.

Assim, entende-se que a música no sistema pedagógico não só faz parte de um processo social bem como cultural. A partir do momento que a criança nasce, já é influenciada pela música, quanto mais tiverem acesso a música mais conhecimento poderão construir sobre esta forma de expressão, que precisa ser desenvolvida na infância.
Dessa maneira, experiências com a música devem os induzir ações e comportamentos para que esse intercâmbio e essa comunicação venham ser benefícios no processo de ensino aprendizagem.
A música, além de auxiliar no processo de aprendizagem, auxilia e prepara a criança para um aprendizado posterior, fazendo com que o aluno tome gosto pelo canto, pelo ritmo, pelo som, estimulando-o a aprender também a se expressar oralmente, socialmente. Isso sem falar nas alternativas educativas que ela oferece através de jogos, brincadeiras, histórias que podem ser proporcionadas com a utilização da música.
A Educação Musical é hoje considerada um caminho a mais que se abre para o desenvolvimento integral da personalidade humana.
A música tem sido uma forma de comunicação entre os indivíduos, acompanhando sua evolução e socialização. O convívio com a música pode tornar as crianças curiosas, observadoras, capazes de sentir e agir, criar, refletir e resolver problemas. Ela influência no desenvolvimento da percepção e do senso critico levando o indivíduo a pensar, questionar, perguntar, buscando desta forma o saber (JEANDOT, 1993).
Por este motivo o educador deve perceber o nível musical das crianças para depois integrar a música ao conteúdo, encorajando atividades que possa desenvolvê-la em vários níveis. Jeandot (1993, p. 20), reforça ainda o papel do educador na sua função de promotor e desencadeador do conhecimento musical:
Ao educador caberá enriquecer seu repertório musical com discos e materiais para serem explorados, observar o trabalho de cada criança e planejar atividades que envolvam a música de diferentes povos, épocas, de diferentes formas e compositores.

Os alunos devem sentir que estão “fazendo música” e o quanto é prazeroso colocar suas personalidades nestas produções, sentir-se inteiros no processo musical, brincando, se divertindo e aprendendo.
O educador deve sentir e acreditar na Educação Musical como meio afetivo na formação da criança, valorizando a cultura que sustenta a vida destes alunos dentro e fora da escola.

2.2 A Música e a Aprendizagem

Muitos são os educadores que já perceberam as possibilidades de avançar pedagogicamente por caminhos mais cativantes, utilizando a música como parceira, investigando nas suas características modelizadoras para atrair e fazer crescer seu grupo, compreendendo e experimentando seu valor no processo educativo. Segundo Joly (2003, p.113),
A música tem sido reconhecida como parte fundamental da história da civilização, existindo uma relação muito estreita entre o desenvolvimento musical e o intelectual, sendo que o musical relaciona-se também com os outros “Processos de cognição”: a memória, imaginação, comunicação verbal e corporal, além de estimular o auto-conhecimento e a auto-expressão.

A Educação Musical tem a função de acionar e desenvolver tanto a capacidade do indivíduo para compreender as relações que possibilitam a expressão, quanto os mecanismos cognitivos presentes no processo de organização sonora.
Assim como Piaget (apud Becker, 1993, p. 63), “O ensino da música parte da experiência vivida em direção à abstração dos conceitos, assim considerada, dizer que a alfabetização musical propicia uma construção interdisciplinar”.
O pensamento da criança com as experiências musicais vai se organizando, e quanto mais ela tem oportunidade de comparar as ações executadas e as sensações obtidas através da música, mais a sua inteligência, o seu conhecimento vai se desenvolvendo. Quando a música é trabalhada em grupo desenvolve o sentimento de segurança e a criança que se sente tímida ou inibida encoraja-se e começa a cantar. De acordo com o Referencial Curricular Nacional para a educação infantil (1998, vol3, p. 45),
A música é a linguagem que se traduz em formas sonoras capazes de expressar e comunicar sensações, sentimentos e pensamentos, por meio da organização e relacionamento expressivo entre o som e o silêncio. A música esta presente em todas as culturas, nas mais diversas situações.

Ao mostrar suas emoções, libertar seus impulsos e utilizar seu corpo para criar música, a criança desenvolve o sentimento de auto-realização como a música. A criança garante emoções importantes para seu desenvolvimento como: medo, alegria, insegurança, tranqüilidade, pavor e tantas outras, vivendo profundamente tudo o que o som, ritmo provocam em quem as ouve.
A música antecipa situações ainda não vividas por ela, estabelece relações entre as pessoas. Contribui na interação social e na ampliação da socialização a música tem sido uma forma de comunicação entre os indivíduos acompanhando sua evolução e socialização. É importante ressaltar que esse convívio com um novo meio de desenvolvimento pode tornar as crianças curiosas, observadoras, ansiosas e indispensáveis, capazes de sentir, agir, criar, refletir e resolver situações-problema. Influência no desenvolvimento da percepção a partir do que o professor pode adotar, exercícios de coordenação motora, praticados com a voz, os pés e as mãos, trabalhando também a respiração, pois a criança será capaz de identificar os locais de manifestação dos sons na boca e no nariz que melhora muito a dicção.
A criança também desenvolve todo o potencial crítico, a partir daí ela pode pensar, duvidar, perguntar, questionar buscando aumentar seu saber e perceber que pode crescer, atualizar e mudar sua opinião. Concorda-se com as palavras de Jeandot (1993, p. 22), quando se refere ao papel do educador:
Ao educador caberá enriquecer seu repertório musical como discos e materiais para serem explorados, observar o trabalho de cada criança e planejar atividades que envolvam músicas de diferentes povos, de diferentes formas, de diferentes compositores.

A criança desde épocas mais remotas convive com a música. Antes mesmo de seu nascimento ela entra em contato com a música através de pulsações do coração da mãe. Essa convivência aumenta o contato, como as cantigas que auxiliam na hora de adormecer, reagem a sons estranhos: campainha, apito até chegar aos aparelhos sonoros, teoria baseada em Jeandot (1993).
Assim, toda criança tem contato potencial e possibilidade de aprender, sentir, criar e conviver através da música.

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Esta pesquisa está embasada numa abordagem qualitativa que se fundamenta em descrições de situações, utilizando-se da palavra de diversos autores para dar subsídios às informações e proporcionar maior esclarecimento.
Para implementar do projeto coletamos dados por intermédio de protocolos de observação e registros em diário de campo, questionário e entrevista com 22 crianças.  A interpretação destes dados possibilitou planejar as ações a serem realizadas na intervenção diretamente com as crianças. Ao planejar as ações também se pensou na oferta de materiais relacionados a produção de sons, e elaboração de conceitos relacionados a música: ritmo, sons, repercussão, entre outros. O plano foi construído considerando objetivos, estratégias, recursos e critérios de avaliação para acompanhar o desenvolvimento das crianças nas ações propostas.
Todo o estudo foi implementado num Centro de Educação Infantil da rede pública municipal de ensino na cidade Balneário Camboriú, com crianças de 4 a 5 anos. Explica-se que o percurso do estágio da Prática de Ensino compreendeu as seguintes etapas: doze horas  no 6º período do curso (2005/I); quarenta horas no 7º período (2005/II) e quarenta horas no 8º período (2006/I).

4 REFLEXÃO NA AÇÃO E RESULTADOS

A intervenção colocada em prática foi de suma importância para minha experiência profissional, pois me trouxe novas experiências e uma nova visão em relação ao trabalho com a música na Educação Infantil, e o quanto a mesma poderá estar contribuindo na aprendizagem das crianças, e da importância que se faça presente no planejamento diário do professor, não só nas datas comemorativas e na rotina, mas como um elemento facilitador da aprendizagem, e como fim do processo educacional.
Trouxe para a sala algumas revistas onde apareciam figuras de instrumentos musicais feitos com sucatas e outra revista com um painel de silhuetas de instrumentos musicais para serem exploradas na intervenção. Percebi que gostaram, pois fizeram perguntas, como: “Tem um violão aqui!”; ou “Professora vamos fazer o tambor?”; olharam as revistas com interesse.
De acordo com o plano de ações propus assistir um vídeo que consistiu em visualizar alguns instrumentos musicais de diversos tipos: de sopro, de corda e de percussão, neste DVD os instrumentos eram tocados por crianças onde as mesmas faziam comentários e falavam de como gostavam de tocá-los, a turma assistiu com bastante atenção e, às vezes, fazendo perguntas, como: “A gente vai fazer um violão?”; “Vamos tocar flauta?”; “Eu quero a gaita de boca!” ou “Eu quero tocar o tambor!”.
Ressalta-se as palavras de Romanelli professor de teoria e Prática de Ensino do departamento de Educação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), “Construir instrumentos musicais com materiais alternativos, além de barato é uma ferramenta importante de aprendizagem”.
A manipulação de objetos sonoros faz com que as crianças descubram que as coisas emitem sons e que eles podem ser organizados. Esse é o principio da música, porém, quando a criança descobre que ela mesma pode elaborar um instrumento musical, o processo se torna divertido e didático.
Um fator importante na prática de invenção de instrumentos musicais está relacionado ao desenvolvimento da criança e ao valor que ela dá aos instrumentos. Se a experiência musical de uma criança acontecer com um instrumento que ela mesma criou, o resultado pode ser significativo para o processo de aprendizagem.
 Foram confeccionados instrumentos musicais com materiais alternativos, usou-se latas de Nescau, latas de óleo, tampas de garrafas, bambu, pedaços de madeiras. Foi bastante divertida essa atividade, e porque não dizer também barulhenta, pois todos assim que iam finalizando os instrumentos já pediam para tocá-lo, uma das crianças falou: “Eu quero o violão igual a do menino (menino que aparece na gravação de vídeo)!”outra criança perguntou: “Nós vamos levar para a casa?”
Neste dia, na hora do soninho foram colocadas cantigas de ninar como forma de acalmar e possibilitar um descanso tranqüilo.
Quando acordaram começaram a contar tudo o que tinha se passado no período da manhã para a professora do período vespertino, deixando-a surpresa, pois era muita coisa e todos queriam falar ao mesmo tempo. Alguns falaram assim: “Eu que fiz o tambor!”; “Eu sei tocar essa flauta!” (já com a flauta nas mãos fazendo o maior barulho); uma das meninas disse: “Eu quero tocar a guitarra que eu ajudei colocar o fio!”; outra: “Eu fiz das tampinhas!”.
Ouvir estas falas e possibilitar as crianças contar suas vivencias contribui para o desenvolvimento da oralidade, pois a mesma não se dá nem natural, nem magicamente, mas através da qualidade da interação do professor com a criança.
Em outro momento foi apresentado o painel das sombras, onde constava a sombra de cada instrumento musical trabalhado na parte da manhã. Assim colocamos na parede e brincamos com os mesmos, cada aluno recebeu um instrumento e tinha que achar a sombra do mesmo no painel fixado na parede. Este foi um recurso propício para as crianças conhecerem os instrumentos musicais, possibilitando aproximações conceituais com a música tornando o jogo dos instrumentos uma ferramenta importante de aprendizagem. Dornelles (apud CRAIDY & KAERCHER, 2001. p. 103), comenta que ao brincar a criança se apropria da cultura infantil e se habitua a convivência social,
A criança se expressa pelo ato lúdico e é através desse ato que a infância carrega consigo as brincadeiras. Elas perpetuam e renovam as culturas infantis, desenvolvendo formas de convivência social, modificando-se e recebendo novos conteúdos, a fim de se renovar a cada nova geração. E pelo brincar e repetir a brincadeira que as crianças saboreiam a vitória da aquisição de um novo saber fazer, incorporando-o a cada novo brincar. A brincadeira é algo que pertence a criança, a infância; através do brincar a criança experimenta, organiza-se, regula-se, constrói normas para si e para o outro. Ela cria e recria, a cada nova brincadeira, o mundo que a cerca.


Foi pensando na história da infância que elaborei este jogo das sombras, por ser uma brincadeira que certamente as crianças gostaram e aprenderam sobre os instrumentos musicais, através do painel de forma lúdica e prazerosa.
Outra ação desenvolvida junto ao grupo de vinte crianças, diz respeito à aula passeio pelo bairro da praia do Estaleiro. Enquanto caminhávamos (eu e a professora Melissa), procuramos chamar a atenção para os sons da natureza e do ambiente que nos circundava.
 Escutamos o cantar dos pássaros, das folhas secas que pisávamos em cima, ouvimos e gravávamos em fita, por último fomos até a praia e lá chegando sentamos todos na calcada e pedi que ouvissem o barulho do mar, que às vezes era diferente, de um lado da praia era um som e já do outro mudava, perguntou-se se sabiam por que, uma das crianças respondeu-me: “Eu sei, é por que têm as pedra e a onda bate!”.
Durante nossa caminhada cantávamos cantigas e observamos pássaros nas árvores, também na praia sentamos no “deck” e fizemos uma brincadeira de faz-de-conta, foi solicitado que fechassem os olhos e imaginassem que estavam em um barco e que o mar estava agitado, as ondas estavam sacudindo o barco, e que escutassem o barulho que elas faziam batendo no barco. Comentou-se a respeito da beleza do som das ondas; é como uma música gostosa de ouvir.
Em círculo cada criança escolheu um instrumento musical feito com materiais alternativos e cantamos diversas canções. Houve uma participação efetiva do grupo nesta ação proposta onde souberam identificar cada um dos instrumentos. A expressão facial denunciava que estavam alegres e encantados com o som que cada um dos instrumentos emitia. Esta atividade tornou-se divertida e o resultado no processo de aprendizado musical.
O grupo do maternal foi convidado para assistir o nosso grupo musical, e até demos um nome para o mesmo: “Grandes talentos musicais”, ainda a tarde, realizamos uma produção pictórica do passeio realizado pela praia.
No pátio foi proposta a acão de brincar com a música “Toca do ursinho”, a toca era um bambolê e ao sinal do apito todos deveriam procurar a toca do ursinho. A atividade se mostrou prazerosa; foi possível trabalhar com as crianças o imaginário, pois a letra da música criou diversas situações em que as mesmas vivenciavam em realismo muito significativo, tornando a brincadeira muito divertida. Dornelles (apud CRAIDY & KAERCHER, 2001. p. 95), comenta sobre a importância do faz-de-conta para o desenvolvimento cognitivo da criança,
Através do faz-de-conta a criança pode também reviver situações que lhe causam excitação, alegria, medo, tristeza, raiva ou ansiedade. Elas podem neste jogo mágico, expressar e trabalhar as fortes emoções muitas às vezes difíceis de suportar. É a partir se suas ações nas brincadeiras que elas exploram as diferentes representações que têm destas situações difíceis. Assim podem melhor compreende-las ou reorganizá-las.

 Esta brincadeira veio ao encontro do tema proposto para a intervenção que foi “A Música enquanto Área de Conhecimento na Educação Infantil”, pois foi passível através da letra da música criar diferentes tipos de sons, que aparecem na mesma, trabalhei assim com um exercício de voz em caráter lúdico, entrando em um contexto determinado (como uma canção que conta uma história). Foi um bom exercício de coordenação sensório-motora e orientação espacial-temporal.
Como última ação de intervenção planejada, convidei meu amigo músico para vir até o Núcleo Infantil, preparei um cenário como se fosse um teatro para sua apresentação. As crianças divertiram-se, interagindo o tempo todo com o músico Quiko, cantando, tocando alguns dos instrumentos que ele trouxe, como o violão, atabaque e o chocalho.

5 CONSIDERAÇÕES

Considera-se que a música na sala de aula é um componente importante para o desenvolvimento da criança, como se enfatizou no decorrer deste estudo e entende-se que este tema deva ser trabalhado a partir da Educação Infantil, pois concorda-se com o Referencial Curricular de Educação Infantil (MEC, 1998, v.3, p. 48),
Ouvir música, aprender uma canção, brincar de roda, realizar brinquedos rítmicos, jogos das mãos, escutar diferentes sons, etc., são atividades que despertam, estimulam e desenvolvem o gosto pela atividade musical, alem de atenderem a necessidades de expressão que se passam pela esfera afetiva, estética e cognitiva. Aprender música significa integrar experiências que envolvem a vivência, a percepção e a reflexão, encaminhando-se para níveis cada vez mais elaborados.

Na Educação Infantil a música exerce sobre a criança um ar de brincadeira fazendo com que o aluno tome gosto pelo canto, pelo ritmo, pelo som, estimulando com que a mesma aprenda também a se expressar oralmente, socialmente. Isso sem falar nas alternativas educativas que ela oferece através de jogos, brincadeiras, histórias que podem ser proporcionadas com a utilização da mesma.
Como a escola não apresenta propostas para a realização do trabalho com a música, a mesma se mostra de um jeito “tímido”, ou seja, pouco trabalhada no contexto da rotina diária, como área do conhecimento. Porém, como recurso pedagógico foi possível visualizar somente trabalhos com Cds com músicas infantis. Isto denuncia que a música não é só cantar, e que devemos deixar que as crianças explorem diversas possibilidades sonoras dos objetos ou de instrumentos musicais.
Assim, Maffioletti (apud CRAIDY; KAERCHER, 2001, p. 75), salienta que “Os métodos de ensino da música mostraram que a Educação Musical não pode ser promovida apenas por atividades cantadas”.
Já, na intervenção, pode-se vislumbrar um outro cenário que envolvia os pequenos em atividades musicais de forma lúdica, descontraída e que se expressava em cada ação oferecida em um conhecimento há mais.
Além das crianças, a instituição ganhou com a implementação deste projeto, pois um dos resultados obtidos foi a ação proposta pelo amigo Quiko (vocalista e instrumentista de uma banda musical de Balneário Camboriú) de vir uma vez por semana até o Centro de Educação Infantil para trabalhar a música e os sons com as crianças.
Em relação aos professores percebeu-se que as ações da intervenção colaboraram de modo significativo para abrir possibilidades de orientações didáticas e previsão de materiais alternativos e construídos como recursos para promoção da educação musical.
Ao mesmo tempo, sugere-se que sejam oferecidos cursos de capacitação com especialistas nesta área, para as acadêmicas do Curso de Pedagogia ao longo de sua formação, porque esta é uma área do conhecimento tão importante quanto Matemática, Português, Artes, Educação Física e precisa ser incorporada ao currículo de formação inicial e continuada dos professores que venham a atuar na educação infantil.

6 REFERÊNCIAS

BECKER, F. Da ação a operação: O caminho da Aprendizagem; Jean Piaget e Paulo Freire: Educação e realidade. Porto Alegre: Palmaringa, 1993.

BRASIL, MEC. Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil. Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental. Vol.3. Brasília: MEC/SEF1998.

DORNELLES,Leni V.. Educação Infantil: Pra que te quero? in CRAIDY, Carmem & KRAERCHER.

JOLY, Zenker Leme. Educação Musical: conhecimentos para compreender a criança e suas relações com a música. 2003.

JEANDOT, Nicole. Explorando o Universo da Música. 2ª ed. São Paulo: Scipione, 1993.

HOWARD, Walter. A música e a criança. 3ª ed. São Paulo: Summus, 1984.

LUDKE, Menga. Pesquisa em Educação: Abordagens Qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.

MAFFIOLETTI, Leda de Albuquerque. Educação Infantil: Pra que te quero? in CRAIDY, Carmem & KRAERCHER.

OSTETTO, Luciana E., Encontros e encantamentos na Educação Infantil. Campinas, SP: Papirus, 2000, P.177.

PEP, Alzina. Educação Infantil: Pra que te quero? in CRAIDY, Carmem & KRAERCHER

ROMANELLI, Guilherme. Revista Aprende Brasil, v. 2, 2004.





[1] Acadêmica do Curso de Pedagogia – Univali - Itajaí
[2] Professora orientadora – Prática de Ensino: educação infantil – Univali - SC