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sábado, 27 de agosto de 2011

Hora do conto de historinhas


A anjinha que queria ser bailarina 

(Augusta Schimidt)

Jeni era uma anjinha. Morava numa casinha branca, enfeitada de violetas, num amontoado de nuvens fofas bem pertinho do céu. O que ela mais gostava de fazer era dançar. Dançava pro sol, dançava com a lua, dançava nas estrelas... sua dança era uma beleza! Jeni sonhava em ser bailarina, por isso vivia pensando num jeito de ir para a terra dos homens. Certo dia papai anjo, reuniu toda a família para uma conversa séria e decisiva. É que eles tinham uma missão, que era cuidar de humanos na terra e para isso teriam que se mudar. O coração de Jeni, a principio até saltou, estava ai a sua oportunidade, mas logo caiu na realidade. Como ela tão pequena poderia assumir tamanha responsabilidade? Enquanto isso na terra... Numa cidade grande e bela, a família Xavier se preparava num clima de muita alegria, para a chegada do bebê que os faria ainda mais feliz. A jovem mãe, radiante de felicidade, cheia de fé e carinho, todas as noites ao deitar, olhava um estrela no céu e se punha a falar: “ Meu bom Deus e meu Pai, faça com que meu bebê seja um anjo e que o brilho dessa estrela acompanhe a sua chegada e aqui permaneça a iluminar a sua jornada.” E Deus ouviu suas preces... Era Maio, dia 28. O céu amanheceu mais azul, os pássaros estavam alegres, as borboletas dançavam ao som do vento que chegava dando carona para a família dos anjos que daquele dia em diante viveriam aqui na terra. Mamãe anja foi cuidar da jovem mãe, papai anjo foi cuidar do senhor Xavier e Jeni a anjinha, transformou-se no lindo bebê que acabara de nascer. A quem tem fé tudo pode acontecer. Jeni cresceu e seu grande desejo se realizou. Tornou-se a bailarina que a anjinha sempre sonhou. E a estrela guia, aquela que a jovem mãe via, acompanha a trajetória da bela bailarina, iluminando a sua vida.






 árvore dos desejos... 

Era uma vez, na Terra encantada. Havia uma árvore muito, muito engraçada.
Qualquer pessoa que fosse, e para a árvore olhasse, logo tinha vontade de soltar grande gargalhada.

A árvore tinha um tronco muito comprido, ia do chão, até muito longe, além das nuvens.

Qualquer pessoa iria logo perguntar: - Onde será que os galhos batem? Onde será que as folhas balançam?

Talvez nem tão longe assim. E como seria colher seus frutos? Como seria o nome de árvore tão engraçada? Que só de olhar dava vontade de dar risada.

Lá longe, muito longe, além das nuvens, onde os galhos da árvore muito alta, se esbarram, as folhas brincam de se esconder, e fazem cócegas nos rostos dos anjos que ficam corados, e logo começam a correr.

Cristal Rosa era uma menina muito curiosa e tudo perguntava: onde? Como? Porque?
Eram suas três palavras preferidas. Cristal Rosa morava na Terra encantada, mas lá não tinha nascido. Diziam que ela tinha sido para lá levada por uma revoada de fadas.

Cristal Rosa era filha única de uma estrela solteira. Sua mãe altaneira estava apaixonada pelo sol que nunca lhe deu um sorriso, e nunca retribui tão forte amor. A estrela magoada, chorou, chorou, suas lágrimas rolaram, rolaram e caíram bem em cima do peito da árvore, que apesar deintocado pelo astro, resolveu atender o desejo secreto da estrela. Deu-lhe de presente o fruto do desejo, que era ter uma linda filha. Cristal Rosa era linda, brilhante e pequena.

Com o tempo a estrela, cada dia mais triste, pois seu sol não lhe correspondia. Ela resolveu economizar energia e se apagar. As fadas com pena da pobre Cristal Rosa, a enviaram para a Terra encantada. A menina tão solitária chorava e ardia de saudades de sua mãe a estrela apagada.

Um dia uma das fadas em visita a Terra encantada escutou esse choro, e voou, tão alto, com suas amigas, tocou um dos frutos da árvore dos desejos. O fruto caiu bem no colo de Cristal Rosa que faminta deu uma boa mordida no estranho fruto. Na mesma hora a paisagem se modificou e desceu pelos galhos da árvore frondosa, escorregando pelas cores lindas de um arco-íris, uma mulher de beleza sem igual. Seu vestido colado ao corpo era de fundo verde, e brilhava aos raios do sol. Enfeitada de incontáveis flores coloridas e perfumadas, a mulher desceu até Cristal Rosa, que logo reconheceu sua mãe a estrela apagada, estava transformada, em linda primavera. Resolveu abandonar o espaço, onde vivia solitária, e emprestaria sua beleza e sua graça para os outros habitantes da Terra Encantada, junto com sua filha amada.


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