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domingo, 9 de outubro de 2011

LIVRO ... Onde está minha felicidade?

AUTOCONHECIMENTO...
...consequentemente nos levará a uma satisfação e sentido de vida cada vez mais significativo. Por que se conhecer? Esta é  tem consciência dessa voz interior, outros tentam silenciá-la a qualquer custo.
O autoconhecimento nos leva a uma profunda viagem ao nosso interior, fazendo nos compreender por que reagimos a uma determinada situação, tornando-nos capazes de fazer uma escolha mais consciente, e que consequentemente nos levará à uma satisfação e sentido de vida cada vez mais significativo. Por que se conhecer? Esta é uma pergunta que só você poderá responder. E este é um dos próprios motivos que me leva a olhar constantemente para dentro.
Muitos nem sequer tem consciência dessa voz interior, outros tentam silenciá-la a qualquer custo. Estão ainda iludidos pelas pressões, determinações e medos impostos pela sociedade e pelo próprio ego: "Mas o que vão pensar de mim se eu fizer isto?" Assim, o auto-conhecimento nos leva ao des-envolvimento de nossa consciência, transcendendo as "couraças" e indo em direção da nossa verdadeira essência de Amor, uma viagem que exige mais coragem do que segurança e indo em direção da nossa verdadeira essência de Amor, uma viagem que exige mais coragem do que segurança.

A auto-estima oscila de acordo com as situações e principalmente em como nos sentimos em relação a cada um delas. Mas o que faz com que algumas pessoas sejam mais seguras de si, mais estáveis emocionalmente enquanto outras se perdem, se desesperam quando algo acontece? O diferencial que faz com que cada um consiga ter controle sob suas emoções é o autoconhecimento.

Por isso, o autoconhecimento é fundamental para desenvolver o amor por si mesma e fortalecer a auto-estima. É muito difícil alguém se conhecer interiormente quando a busca está sempre no externo. Buscam cuidar da pele, mudar o corte do cabelo, comprar roupas, carros, eliminar alguns quilinhos, mas quase sempre esquecem que o caminho deve ser o contrário, de dentro para fora.

Quando uma pessoa está bem com ela mesma você percebe isso não pela roupa que está usando, ou o carro que está dirigindo, mas pelo brilho em seu olhar, o sorriso em seu rosto, a paz em seu espírito.

Quando o ser humano entra em desespero pelo seu fracasso, ou pela incompreensão da vida, ele espera que um psicólogo ou psiquiatra, um padre ou pastor, um astrólogo, tarólogo ou vidente, forneça respostas bonitinhas a respeito de como tudo funciona. Deseja que eles, profissionais do bem-estar, se é assim que podemos classificá-los, respondam de que forma poderiam retirar o insuportável sofrimento que carrega e/ou como tudo irá se desenvolver no futuro próximo. 

Sim, eles podem aliviar a dor e/ou delinear prováveis acontecimentos, mas e daí? Será que uma caixa de antidepressivo resolveria o problema? Será que uma oração faria um milagre acontecer? Será que uma revelação do futuro poderia amenizar o sofrimento? É muito improvável que uma única resposta a estes questionamentos resolvessem o caso do solicitante. A vida pode se tornar um dragão feroz ou, na melhor das hipóteses, feia e cruel perante o castelo de fantasia e sonhos dourados que se constrói ao longo de uma situação.

Vejamos os grandes mistérios que deveríamos tentar descobrirmos sozinhos: onde está nossa força, coragem, dignidade, quais são nossos limites emocionais do amor e do ódio, quais são nossas fraquezas, qualidades, dons? Afinal, qual o aspecto positivo e negativo que se encontra impregnado em nossa personalidade? Contudo, se estivermos aptos, formos humildes, para assimilar a ajuda dos maravilhosos profissionais do bem-estar, que na realidade, esses profissionais são meros coadjuvantes se compararmos com o autoconhecimento, poderemos cultivar a benéfica semente que eles plantam em nossa consciência e fazermos desabrochar o que há de melhor em nós mesmos; talvez, até descobrir novos frutos em nossa própria árvore! 

A busca de um alento só resolve momentaneamente uma situação; contudo, para que o equilíbrio perdure deve-se fazer uma renovação de conceitos, buscar quem somos, qual nossa potencialidade. Toda vez que somos afrontados pelas pessoas ou situações da vida, com perdas e complicações, o nosso medo aflora e perdemos o contato com a realidade. Não somos capazes de enfrentar o problema porque o confronto entre o que nós queremos e o que os outros desejam é diferente; então, recuamos e sofremos.

Este ponto é a característica principal do início do autoconhecimento que poderá nos levar a iluminação interior ou se o negarmos tendemos à escuridão da alma. Se a pessoa gosta de sofrer e sentir-se culpada por todas as mazelas de sua vida, então, ficará inerte, sem achar uma saída. Se a pessoa passa por grandes revezes e consegue continuar planejando a vida, então, conseguirá encontrar uma solução satisfatória. Bem, mas é difícil descobrir novos caminhos quando se está sem esperança, não é verdade?

A saída será sempre uma só: reconhecer as falhas, erros, potencialidades, qualidades; assim, sabendo quais são os limites (bons e maus) é que poderemos iniciar o processo de autoconhecimento. Por exemplo, se sou orgulhoso, tenho que desenvolver a humildade; se sou egoísta, tenho que ser mais generoso; se sou reflexivo, tenho que ser mais expansivo; se sou sonhador tenho que ser mais prático; se fui traído tenho que aprender a perdoar; se sofro necessito buscar a harmonia.

O único caminho capaz de atingir o autoconhecimento é a profunda reflexão das experiências obtidas na vida, pois podemos analisar nosso comportamento e compreender nossas ações. Agindo dessa forma, tendemos a evitar a repetição de erros, tais como, sempre brigarmos pela mesma coisa, termos o mesmo desfecho em todos os relacionamentos ou no trabalho. Somente parando, refletindo e analisando a nós mesmos é que poderemos encontrar a paz interior.



AUTOCONHECIMENTO:
OBSERVANDO A SI PRÓPRIO

Autoconhecimento não significa acumular conhecimentos sobre si próprio; significa observar a si próprio. 

Se aprendo acumulando conhecimentos, nada aprendo a respeito de mim mesmo. Há duas maneiras de aprender. A primeira é aprender acumulando conhecimentos; a outra maneira é observar o movimento de todos os pensamentos, de todos os "motivos", e jamais acumular. Por conseguinte, este aprender é um processo constante.

Explicando melhor: Vejo que sou violento; observo minha violência e a condeno. Condenando-a, aprendi que não deve existir violência. Na próxima ocasião em que me observo como pessoa violenta, reajo de acordo com o que aprendi. Por conseguinte, não há uma observação nova, porque estou olhando a nova experiência com "olhos velhos", com o conhecimento anteriormente adquirido. Logo, não estou aprendendo.

Aprender é um movimento constante, não oriundo do passado; um movimento de momento em momento, portanto sem acumulação.

Nós somos os resultados de milhares de anos de acumulação, e continuamos a acumular; e, se quiser compreender essa acumulação, cumpre observá-la e deixar de acumular. Deve, pois, haver uma observação que seja um constante aprender sem acumulação. Acumulação é o "centro", o eu, o "ego"; e, para compreendermos esse centro, devemos estar livres de toda espécie de acumulação; não, deixarmos de acumular num nível, para acumularmos noutro nível, com outro alvo.

Temos, pois, de "aprender o que somos", observando-nos sem condenação, sem justificação, observando simplesmente nossa maneira de andar, de falar, as palavras que empregamos, os diferentes "motivos", propósitos, intenções: estando totalmente vigilantes, sem escolha. E esse percebimento não significa acumulação, mas, sim, estar vigilante de instante em instante.

Se, em qualquer momento, deixar de estar vigilante, não te preocupe: comece de novo. A mente vai ficar sempre nova. A auto-observação não se limita ao nível superficial, mas penetra o nível mais profundo, o chamado "nível inconsciente", "oculto". Como observar uma coisa que se acha muito profundamente radicada, oculta, fechada? Nossa consciência é tanto superficial como oculta; e temos de conhecer todo o conteúdo dessa consciência, uma vez que o conteúdo integra a consciência. Não são coisas separadas: o conteúdo é a consciência.

Por conseguinte, para se compreender o conteúdo deve haver observação sem o "observador". Esta é uma das coisas mais fascinantes: descobrir como olhar a vida de maneira nova. Para observarmos o "oculto", precisamos de olhos não condicionados pelo passado; não devemos ser hinduístas, cristãos, etc. Devemos olhar-nos cada vez como se fosse a primeira vez e, por conseguinte, sem acumular. Se puderes te observar dessa maneira, observar as ações, seja no trabalho, seja no lar; observar os apetites sexuais, as ambições - observar sem condenar, sem justificar, observar simplesmente - verás que nessa observação não há conflito de nenhuma espécie. Mas, se observares com uma mente torturada, deformada, jamais descobrirás o que é a verdade. Entretanto, em geral, nossa mente é deformada, torturada, degradada pelo controle, pela disciplina, pelo medo.

Afirmam os psicólogos que precisamos sonhar, senão enlouqueceremos. Enquanto dormimos, deve haver sonhos, devem acontecer coisas em sonhos. Tomes interesse nesta questão, por favor, porque, na vida, sonhar todas as noites. Quando dormimos, há sempre alguma espécie de sonho, de atividade; e dizem aqueles especialistas que sonhar é essencial à sanidade mental do ente humano. Ora, nós vamos questionar essa afirmativa averiguar se de fato é absolutamente necessário sonharmos. Temos, pois, de rejeitar tudo o que dizem os profissionais e interrogar-nos, descobrir por nós mesmos o que são os sonhos. Não são eles a continuação das atividades de cada dia, porém em forma simbólica? Nós estamos investigando juntos, viajando juntos e, por conseguinte, não pode haver concordância nem discordância. Estamos, vós e eu, observando, indagando se é realmente necessário sonhar.

Que são os sonhos? Não são eles o movimento da vida diária - disputas, infortúnios, violência, ressentimentos - não são eles a continuação desse movimento enquanto dormimos, porém em forma simbólica - visual ou verbal? Verifique isso. Deves saber que o cérebro necessita de ordem, para funcionar racionalmente. Já alguma vez, antes de dormir, passastes em revista o dia - o que fizestes, o que dissestes, os erros cometidos, etc.; já alguma vez passastes em revista o dia, antes de dormir? Porque é necessário fazê-lo? Porque, se não o fizermos conscientemente, enquanto despertos, a mente consumirá energia, durante o sono, para pôr a si própria em ordem.

A ordem não é uma fórmula traçada, pela Bíblia, pelo instrutor. A ordem é uma coisa viva, e não uma fórmula. Se tendes alguma fórmula, há desordem entre o que sois e o que deveríeis ser; por conseguinte, nessa contradição há conflito. Conflito é desordem. Assim, só tereis possibilidade de descobrir o que é a ordem se compreenderdes a desordem. Nossa vida de cada dia, tal como a estamos vivendo, é desordem, não achais?

Se sois realmente honesto perante vós mesmos, podeis dizer que vossa vida está perfeitamente em ordem, que viveis sã, lúcida, harmoniosamente? Não podeis, decerto; se assim fosse, não estaríeis aqui. Seríeis entes humanos livres, maravilhosos entes humanos, criadores de uma sociedade diferente.

Como seres humanos, estamos em desordem, em contradição. Observai, pois, vossa desordem e contradição, sem nada rejeitar, nada justificar; vede como estais assustado, como sois invejoso, como ambicionais prestígio, posição, como temeis vossa esposa ou marido, como dependeis do que vosso vizinho pensa de vós. Observai esse conflito, essa luta constante, sem justificar nem condenar. Observai totalmente essa desordem, e vereis então surgir uma ordem verdadeiramente harmoniosa, toda movimento, e vida, e vigor. Vereis que, em todas as horas do dia, estareis pondo em ordem a vossa vida, nela estabelecendo uma ordem matematicamente precisa.

Cumpre, pois, compreender o viver diário. Precisamos compreender por que razão nossa vida é tão mecânica, porque seguimos outrem, porque cremos, porque não cremos, porque lutamos. Sabemos ser isso o que se está passando sempre em nossa vida cotidiana, e desejamos fugir dessa espécie de vida. Eis porque desejamos experiências mais amplas e profundas. E os livros, os gurus, os instrutores, prometem-nos a "iluminação", esse estado extraordinário, Os sistemas oferecem: "Praticai estas coisas, e a alcançareis; segui este caminho, e lá chegareis" - como se a Verdade fosse uma coisa fixada num lugar, como uma estação, aonde levam muitos caminhos.

Não há nenhum caminho e nenhuma Verdade fixada num ponto; por conseguinte, necessitamos de uma mente sobremodo desperta, vigilante, capaz de aprender.

O autoconhecimento é preciso ter consciência de quem se é de verdade, avaliando os pontos positivos tanto quanto os negativos, pois só assim será capaz de mudar aquilo que te incomoda ou te faz sofrer e valorizar o que tem de bom e que geralmente mergulhada em tantas críticas e cobranças, acaba por esquecer.

O importante é desenvolver a capacidade e ter a consciência de saber que o que faz é o reflexo de quem você é. Ao reconhecer seus pontos negativos, poderá mudar um por um. E reconhecendo seus pontos positivos se sentirá mais confiante em sua capacidade de conseguir o que quer que deseje, independente das críticas ou opiniões que terão sobre você, pois acredita ser capaz de conseguir tudo o que deseja! E ainda que ninguém te aprove, você terá autoconhecimento suficiente para você mesma se aprovar e principalmente se amar!


(Professor-Autor Paulo Ramos)

 (Texto baseado no livro. Onde está minha felicidade? Nei Naiff. Editora: Nova Era. s.d; Trecho selecionado do livro. O Novo Ente Humano. Por Jiddu Krishnamurti, p. 82-90.) 


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