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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Como estamos quase no inicio do ano letivo acredito que esse artigo possa colaborar para que o professor comece as atividades com entusiasmo procurando estabelecer laços de amizade e afetividade com seus alunos.


A INTERAÇÃO PROFESSOR - ALUNO








O professor em interação na sala de aula .

Os laços estabelecidos entre professor e aluno são muito fortes para o desenvolvimento pessoal e intelectual do aluno. Uma prova disso é a lembrança que as pessoas normalmente guardam da figura do professor.
Se eu lhe perguntar por exemplo quem foi escolhido a personalidade do ano na sua cidade, quando voce tinha 9 anos, ou ganhador do prêmio nobel da paz de 2000 você não se lembrara mais , mas lembra ainda da sua professora da 3ª serie ou daquele professor de historia da 8ª . Aposto que lembra também de lições importantes pra sua vida que aprendeu na interação com os professores que teve durante a vida escolar.
Você sabe que o processo ensino-aprendizagem inclui tanto aquele que aprende (o aluno) com aquele que ensina (o professor). O ato de ensinar-aprender acontece entre “sujeitos humanos”. Podemos dizer que não há ensino-aprendizagem sem que haja uma relação entre esses sujeitos. E que a aprendizagem depende do relacionamento entre eles e dos fatores que envolvem essa relação, tais como a afetividade, desejo, o carinho, uma boa comunicação. E mais: os alunos trazem com eles um elemento muito importante, que é o desejo de saber, de ser valorizado, de ser amado. Por outro lado, o professor, também tem desejos, como o de ser valorizado pelos colegas, pelos pais dos alunos e de ter o seu conhecimento reconhecido pelos alunos.
Você já deve ter observado que a relação como o outro se expressa por sentimentos de amor, ou de hostilidade, de agressividade ou outros sentimentos que já vivenciamos em situações passadas, não é? Esses sentimentos fazem parte do desejo de transferir para outras pessoas o que já vivemos.
Na escola, não é diferente. Quando nos relacionamos, esses desejos são passados pelas nossas falas nossas atitudes. E muitas vezes nem reconhecemos que isso está acontecendo naquele momento. Precisamos estar atentos à forma de lidar com esses elementos, para que eles possam ser mobilizadores do processo de aprendizagem, na relação entre professor-aluno, entre aluno-aluno. Devemos possibilitar que o desejo de saber do aluno mobilize suas funções mentais superiores ou aquelas funções mais simbólicas, que estão ligadas a um maior nível de abstração. Assim ele poderá aprender coisas novas, ter acesso a novos conhecimentos.
Quando se introduzem novas formas de relação, novas maneiras de fazer o aluno participar das tarefas da sala de aula, a classe deixa de ser o lugar onde só o professor está presente com seu saber e seu poder. E o professor não deve ter pressa de passar um conteúdo sem se perguntar como seus alunos estão sabendo as informações,
Na relação entre o professor e seus alunos deve ser construída uma rede de ricas interações, onde cada um, à sua maneira, possa dar sua contribuição, recebendo apoio e ajuda para se desenvolver e aprender. Cada um poderá convidar ou ser convidado a participar de um trabalho comum. A sala de aula é uma grande rede de interações sociais. E, para que essa rede funcione como instrumento de aprendizagem, é muito importante que haja uma boa comunicação entre o professor e os alunos.

Os estudos da psicologia já descobriram que as atividades em sala de aula são o melhor caminho para a aprendizagem. Na medida em que o professor, e seus alunos se entregam a atividades comuns, ou sejam quando estão fazendo a mesma coisa de forma cooperativa os resultados do trabalho são muito mais significativos.Um trabalho compartilhado, não é apenas uma idéia mais uma força inculcada no coração das pessoas com um poder impressionante.
Trabalhando assim aí o professor não vai mais ficar falando o que deve ser feito. E o aluno não vai só ficar calado, fazendo só o que lhe mandam. A suposta “bagunça” que ocorre em uma sala de aula muitas vezes é conseqüência do fato de a energia dos alunos não estar direcionada para uma atividade didática. Por que, então, não utilizar a energia deles para atividades em sala? Você já pensou que ela pode ser transformada de “bagunça” em uma forma criativa de estudar e aprender?
Medidas para envolver os alunos e melhorar o relacionamento na sala de aula
Organizar eficientemente rotinas: a literatura indica que os professores mais eficazes procuram evitar o comportamento de indisciplina criando ordem a partir das atividades, assim eles antecipam o potencial mau comportamento e agem sobre ele muito cedo. Agindo assim ele não terá uma atitude reativa,de ficar chamando a atenção dos alunos, mas antes uma atitude proativa, ou seja pelo jeito de conduzir as atividades ele trabalha com procedimentos numa perspectiva global, a sala toda e dessa forma cria um sentimento de coletividade que atrai os alunos e deixa se ser uma abstração ,trasformando-se em algo concreto.
Uma outra forma de envolver os alunos está relacionada a necessidade de estabelecer uma relação de proximidade. Por exemplo: o professor deve aprender rapidamente o nome dos alunos que é uma forma basica de aproximação entre os dois: pesquisas indicam que as crianças desenvolvem atitudes mais positivas quando a relação com os professores é mais calorosa. Se ao contrario é marcada pela distância, pela frieza os alunos vão reagir através da oposição aberta a aula ou ao professor.
Outra atitude do professor esta relacionada a manter o "radar" em funcionamento: os professores de sucesso tendem a enfatizar no diálogo com os alunos os aspectos curriculares em detrimento do mau comportamento , ou seja a centração do professor sobre os comportamentos de indisciplina pode constituir-se como um reforço dos mesmos . Normalmente estes professores ignoram os comportamentos de indisciplina menos graves , porem ignorar o comportamento pode ser igualmente grave se uma regra é quebrada repetidamente sem qualquer resposta por parte do professor , aí os alunos são encorajados a testar os limites. Então o professor deve manter seu radar ligado e manter o equilíbrio para saber em que hora intervir para que não quebrar a dinâmica da aula a toda hora por qualquer coisa mas também saiba reduzir os comportamentos indesejáveis .
Agora você sabe que é importante a interação de professores e alunos e que estes devem estar envolvidos em atividades que promovam a aprendizagem, vamos, então, tentar fazer da escola um verdadeiro lugar do livre desenvolvimento do pensamento,do raciocínio, da criatividade, de modo que professores e alunos produzam e troquem conjuntamente novos conhecimentos
Hoje em dia, o professor não é mais aquela pessoa que ocupa o lugar do “doutor sabe-tudo”, como se fosse o único dono do saber a ser transmitido aos alunos. E o aluno não é mais aquele sujeito passivo, que só recebe e grava os conteúdos que lhe são passados. E o professor também não é aquele que fala pelos alunos.
Nas interações, em sala de aula, cada aluno tem o direito de expressar suas idéias, de mostrar o seu jeito próprio de ver o mundo. E tem um jeito criativo de inventar tarefas, de promover o aprendizado. Cada aluno sabe algo que seus colegas e seu professor não sabem. É muito importante conseguir que os alunos façam parte de sua própria aprendizagem. Que eles não sejam apenas agentes acolhedores de nossos conhecimentos.
Sabemos que o ato de ensinar consiste na transmissão e troca de conhecimentos. E é, portanto, por meio da relação com o professor e entre eles que os alunos, usando as suas funções mentais e mobilizando os seus afetos, os seus desejos, as suas expectativas, se apropriarão do conteúdo ou conhecimento ensinado. Dessa maneira eles serão capazes de transformar o conteúdo que lhes é passado pela cultura e pela escola em conhecimento próprio, apreendê-lo para transformá-lo.
Mas há muito outros conhecimentos que são construídos em outros espaços de interação, que não os da sala de aula.
a criança, no seu processo de desenvolvimento, recebe informações e influência de diferentes pessoas, instituições, objetos e situações existentes em seu ambiente. Assim, os pais, irmãos, primos, avós, vizinhos, amigos, bem como a escola, a igreja, a família, com os quais ela se relaciona, contribuirão para sua aprendizagem e desenvolvimento. Esses são os primeiros elementos mediadores de seu desenvolvimento, de sua formação, de seu conhecimento. Assim, quando os alunos vêm para a escola, já trazem consigo um conhecimento, que poderíamos chamar de conhecimento informal. Quando a criança vai para escola, terá oportunidade de experimentar relações diferentes das que tinham antes, em casa e na comunidade. Ela terá acesso a informações e experiências novas e desafiadoras, capaz de provocar transformações e desencadear novos processos de desenvolvimento e comportamento. Se o professor procurar sempre estimular o aluno a dizer aquilo que já sabe, vai ser mais fácil ele aceitar o saber que vem do professor, ao mesmo tempo que reconstruirá o conhecimento informal, ou seja, o conhecimento que ele já possui.
A relação entre professor e aluno tende a melhorar quando há diálogo, quando se atribuem responsabilidade aos alunos nas atividades da sala de aula. A interação social diminui quando o professor se irrita facilmente com os modos de comportar dos seus alunos e familiares.
É importante que o gestor monitore a qualidade da relação que está se estabelecendo entre professor e aluno na sala de aula para poder contribuir para que a escola torne-se um lugar onde se aprende a viver com prazer. É da relação professor-aluno que podemos experimentar a solidariedade, a elaboração de novos projetos, a conversa sobre as questões de nosso cotidiano, a expressão de cada ponto de vista.
Importância das normas e leis na relação professor-aluno ,
Sabemos que as crianças e os jovens são desejosos do saber, da descoberta de algo novo. Mas é necessário também que eles sejam convidados e incentivados à realização dessa tarefa. O modo como as coisas vão acontecer na sala de aula vai depender muito do professor, pois é ele que inicia o processo pedagógico na classe.
O trabalho do professor exige relacionamento e troca constante com seus alunos, seja em relação ao ensino-aprendizagem, seja em relação aos objetivos e conteúdos já definidos. Então, a relação que o professor tem com seus alunos é muito importante para a produção do conhecimento e para o processo da aprendizagem. É como se fosse um jogo que acontece entre ele e seus alunos, e que vai organizando o fazer escolar. Na sala, as aulas não acontecem todo dia da mesma forma. O trabalho pedagógico é dinâmico, cheio de surpresas!
Você já observou que os alunos nos obrigam a procurar novas estratégias, novos modos de dizer e novas experimentações, e, assim, temos sempre que reaprender nosso ofício e reinventar formas de nos relacionarmos em sala de aula?
O professor ao se organizar com os alunos para executar as atividades escolares previstas, deverá aproveitar esse momento para estabelecer regras e normas que fixem limites para todos para ele inclusive: o que podem e o que não podem fazer.É importante, que os alunos conheçam as normas que irão regular a relação com eles, bem como as normas que eles mesmos ajudaram a estabelecer. Se essas regras são combinadas entre o professor e seus alunos, provavelmente ele será escutado quando pedir silêncio. E uma boa interação ocorrerá entre eles. A sala de aula se tornará uma rede de relações, onde o interesse de todos estará focalizado nas atividades a serem realizadas e a partir daqueles que delas participam. E, aí, o professor não precisará gritar, perder a paciência.
Quando uma regra é colocada autoritariamente, na relação do professor com seus alunos, estes podem não se sentir obrigados a cumpri-la. Você já pensou que a conversa, a bagunça pode ser um protesto contra o excesso de atos autoritários exercidos pelo professor?
Então, sobre a definição das regras é importante saber:
Os alunos precisam ter a oportunidade de conhecer e de discutir as razões que dão origem às regras estabelecidas na sala de aula, para que haja aprendizagem. Eles precisam saber por que não podem conversar, fazer bagunça. E precisam também saber quais as conseqüências, caso as regras sejam violadas.
Compreender não é permitir que o aluno possa fazer tudo o que quer. Um professor que não sabe dizer um “não pode” ao aluno, na hora certa, pode esta comprometendo o trabalho pedagógico de toda a sala. Não basta ser compreensivo, deixar-se levar pela simpatia por um ou outro aluno, e deixar os alunos livres para decidirem e fazerem só o que acreditam que é correto. Isso só reforça um estado de ausência de regras no trabalho da sala de aula. Você sabe que as crianças e o adolescente, quando em formação, precisam interiorizar leis, normas que lhe proporcionem ser sujeitos. Sujeitos que saibam expressar seus desejos, que saibam manifestar suas opiniões e que participem do processo de transformação social. Já que serão futuros cidadãos!
As leis, bem como determinação dos limites, vão possibilitar que eles internalizem a noção de autoridade, tão importante para o crescimento pessoal.
Sabemos que os alunos precisam entender o limite entre o que é e o que não é importante em sala de aula, saber que esse limite não é algo que vai contra eles e compreender que esse é um valor importante para o seu desenvolvimento e aprendizagem. Portanto, se deixarmos os alunos livres, sem uma intervenção adequada, não estaremos favorecendo o desenvolvimento e aprendizagem deles.
É necessário saber dizer um “não pode” a todos os alunos, em qualquer situação que se fizer necessário. Um “não” que seja bem compreendido pelos alunos possibilita tornar presentes as características próprias das normas sociais, exigidas também na atividade de ensinar e de aprender. O limite – ou o “não pode” – precisa ser dado na hora certa, corretamente, e estar ao alcance dos alunos. Por exemplo: você dizer um aluno que ele está atrapalhando seus colegas durante a aula não impede que o professor goste dele e, ainda, vai possibilitar que os outros colegas possam ter notas tão boas quanto ele, pois vão estar mais atentos e aprender mais. É preciso também que os limites sejam coerentes, e valham em qualquer situação.

A importancia do ambiente cooperativo
São características desse ambiente: o respeito mútuo, as atividades grupais que favoreçam a reciprocidade, a ausência de esquemas de punições e de decisões, o igual valor a todas as opiniões e aos diferentes argumentos.
Num ambiente cooperativo, podemos notar maior relação interpessoal do professor com os alunos e ali, o tom de voz do professor não precisa ser alterado para dirigir alguma ordem aos alunos. Este tipo de postura do professor não significa que ele seja apático, ou que ele seja do tipo do professor dito “bonzinho”. É até provável que o professor tenha um papel ativo e enérgico, sem ser autoritário. Para isso, é necessário que os alunos se sintam respeitados, que as ações do professor sejam coerentes, não buscando privilégios para si ou para um outro aluno. Essas são atitudes que observamos
em uma relação de cooperatividade.
Para que você consiga ter um bom relacionamento com seus alunos, é necessário:
•  Que regras sejam discutidas e estabelecidas pelo grupo da sala de aula;
•  Que o professor reconheça e assuma sua função de coordenador e de mediador do grupo da sala de aula;
•  Que o professor não tente ser o “dono” da sala e das regras, que tudo cobra, que diz quem, está certo ou errado.
O que caracteriza uma sala onde a relação é fruto de cooperação entre os membros do grupo: é o fato dos problemas serem enfrentados, em conjunto, pelo grupo e pelo professor. Por isso a ela não será nem silenciosa, nem passiva.
Novas formas de interação de professor e alunos, diante da indisciplina.
Quando imaginamos uma sala de aula, pensamos em um lugar onde os alunos estejam em silêncio, prestando atenção ao professor, que está dando aula, onde os alunos, quando querem perguntar, levantam a mão e só podem falar após autorização do professor.
Perceba como nessa relação valoriza-se mais o professor, como se o ensino-aprendizagem partisse do mais sábio para o menos sábio, do mais experiente para o menos experiente.... E como vimos na relação na sala de aula todos aprendem. E o professor deve principalmente aprender como se relacionar melhor com seus alunos e desenvolver sua aprendizagem.Este desnível provocado pela idéia de que o professor sempre sabe mais sobre tudo pode dar maior poder ao professor. Esse poder, muitas vezes, gera alunos passivos,e obedientes, mas pouco envolvidos no processo ensino-aprendizagem.
Sobre isso os conhecimentos da área de psicologia nos ensinam que:
•  É importante, na sala de aula, estabelecer uma relação que favoreça a construção conjunta do conhecimento;
•  O professor é mediador no processo de aprendizagem e responsável pelas condições para que ela ocorra;
•  O conhecimento prévio, trazido pelo aluno, deve ser valorizado e uti1lizdo na construção do conhecimento.
O que notamos na relação professor-aluno é uma diversidade muito grande, própria das diferenças existentes entre os sujeitos. Mas, você pode perguntar: o que seria de uma sala de aula onde não houvesse diferenças, onde todos pensassem igual? Provavelmente estaria comprometida a interação social responsável pelo alargamento do conhecimento, pelo processo de ensino-aprendizagem.
A riqueza da aprendizagem está no fato de poder contar com cada aluno, com colegas partilhando de experiências, de iniciativas, de potencialidades , onde cada um atua com elemento formador do outro.
Você já observou que um aluno que tenha uma auto-imagem negativa, que se considera um fracassado, mesmo reconhecendo a sua dificuldade, provavelmente vai buscar nas outras pessoas que estão ao seu redor responsabilidade pelo seu fracasso? Dirá que o professor é chato, ou que a matéria não serve para nada ou mesmo que os colegas é que são ruins. Esse aluno acaba por desenvolver comportamentos problemáticos na sala de aula, ou torna-se indisciplinado.
Para lidar com a indisciplina , em primeiro lugar, é importante que o professor garanta em sua relação com os aluno condições igualitárias de participação, proporcionando diferentes contribuições para o processo de aprendizagem. Na verdade, a questão da indisciplina ou da disciplina tem sido muitas vezes utilizada para justificar práticas autoritárias por um lado e, de outro, estimular uma espécie de domínio por parte os aluno, o que prejudica o projeto pedagógico da escola.
Em segundo lugar, fazer da inquietação, da agitação e da movimentação elementos que possibilitem o ato de conhecer. Transformar o que aparentemente denominamos indisciplina em disciplina poderá estar construindo, na interação da sala de aula, o surgimento da criatividade e o nascimento do novo.
Você pode observar que tanto o aluno “problema” como o aluno “excelente” possuem uma característica comum, que é o querer se mostrar, ou tornar-se visível. Eles se tornam visíveis, nos fazendo felizes ou nos fazendo sofrer. É importante notar que, enquanto esses tipos de aluno aparecem mais, os outros, considerados “normais”, correm o risco de cair em uma zona sómbria, do esquecimento. Não podemos nos esquecer de que cada aluno é singular, único, diferente do outro.
O fato de dar importância apenas aos aspectos considerados negativos ou positivos do comportamento de um aluno pode fazer com que não prestemos atenção na relação que estamos construindo com ele dia-a-dia. Essa postura provavelmente fará com que evidenciamos uma prática muito comum, que é a superficialidade com que a escola ou cada um de nós se relaciona com os outros, com o saber e com, a própria vida. Dessa maneira, aquilo que consideramos problema, na nossa relação com os alunos, deve ser transformado em um momento de reflexão sobre nossa prática, sobre as dúvidas que aqueles alunos-problema fazem nascer em nós a respeito de nosso papel de professores-educadores. Cabe então, ao professor, enquanto educador, participar da formação de seus alunos. Cabe a ele garantir uma relação que evite que uns se calem, outros apenas obedeçam e outros dominem. Cabe também a ele estabelecer condições para a colaboração, a compreensão mútua e uma boa comunicação.
A intervenção do professor é fundamental para que as interações sociais que acontecem na sala de aula façam parte da formação de todos os que dela participam.É importante fornecer aos alunos referencias que possibilitem uma relação de confiança e respeito mútuo para que as questões afetivas, emocionais, presentes no processo de aprendizagem, possam ser discutida e ressignificadas .
O papel do professor é desafiador: estimular e mediar o conhecimento com seus alunos.
Para exercer esse papel, é necessário:
•  Que sejam criadas atividades que promovam reflexão coletiva
•  Que a relação professor-aluno seja parte do conhecimento a ser construído na sala de aula,
•  Que sejam utilizados os recursos existentes em sua região, no desenvolvimento de atividades pedagógicas que promovam a disciplina necessária ao processo de aprendizagem.
O professor não pode esquecer que, antes de mais nada é um agente cultural, um pesquisador e um contínuo aprendiz. Como disse Guimarães Rosa:
“professor é quem, de repente, aprende”.
em sua prática escolar ficam alguns desafios, tais como:
•  Transformar os problemas identificados nas relações com seus alunos em condições para se trabalhar a formação da cidadania.
•  Sair do lugar de autoridade detentora do saber e do poder, e aprender a lidar com as indisciplinas presentes na sala de aula.
•  Possibilitar que as relações professor-aluno e aluno-aluno sejam uma relação de confiança que dê conta das questões afetivas que permeiam o processo de ensino-aprendizagem.
•  Resgatar, juntamente com seus alunos, o papel de autores que elaboram escrevem e constroem a história.
•  Realizar intervenções que propiciem aos alunos saber respeitar as diferenças, estabelecer vínculos de confiança e uma prática cooperativa e solidária.

O gestor e a relação professor –aluno.
O diretor deve estar preparado para o fato de que o conflito está sempre presente, o que o obriga a trabalhar, a cada momento, com todas as turbulências do dia-a-dia, localizando as formas através das quais elas se compõem em relação aos limites e às coerções da instituição. Ele deve olhar o problema sob as duas óticas a do aluno e a do professor .
Em relação ao professor ele deve dar o apoio necessario para que lide com o aluno conforme o que estudamos.
Quanto ao aluno se for necessario, ele podera ajudar o professor a investigar comportamentos de alunos ou grupos de alunos baseando-se nas seguintes questões:
Fora da escola, também ocorrem os comportamentos de que a escola se queixa? Esses comportamentos são novos ou sempre existiram?algum fato novo, na escola ou na família, poderia estar motivando tais comportamentos? Há unanimidade de opinião entre os professores sobre esse fato? O aluno gosta da escola? Faz algum tipo de queixa? Poderá também através do diálogo ou do desenvolvimento de atividades levar o aluno a pensar, refletir sobre suas atitudes e ações favorecendo-lhe uma mudança de postura frente a sociedade.
De uma maneira mais ampla o gestor poderá liderar o trabalho de construção de práticas organizacionais e pedagógicas que levem em conta as características das crianças e jovens que hoje freqüentam as escolas. Com o tempo e um trabalho sistematizado estará criada na escola uma cultura humanistica que certamente facilitara as relações:
Dentre outras práticas podemos sugerir:
•  Desenvolvimento de atividades voltadas para a valorização do individuo aumentando sua auto-estima, através, por exemplo, da criação de grupos de música, oficinas de vídeo, oficinas de artesanato, de teatro,cultivo de hortas coletivas descobrindo assim o potencial que está inerte.;
•  Desenvolvimento de campanhas que enfatizem a paz com a criação por exemplo de grupos de meninas e meninos que lutarão pela paz na escola, como o "pelotão da paz",
•  Dar responsabilidade ao aluno para cuidar e zelar do prédio escolar.tendo por exemplo salas decoradas pelos alunos. Quando a escola não tem significado para eles, a mesma energia que leva ao envolvimento,
•  Incentivo de trabalhos em grupos para facilitar a socialização
•  Favorecimento do diálogo periódico com a comunidade. Valorizando os pais trazendo-os para a escola.
•  Quanto ao momento do recreio ele pode optar por fazer o recreio monitorado ou utilizar música ambiente, jogos dirigidos e outras opções que os alunos podem sugerir.
Para resumir o que estudamos sobre a interação professor aluno, na sala de aula, vejamos a seguir:
•  É muito importante a relação que é estabelecida com os alunos em sala de aula. Ela possibilitará o exercício do seu papel de mediador no desenvolvimento e na aprendizagem de seus alunos.
•  O trabalho conjunto e cooperativo dos participantes do processo ensino-aprendizagem está relacionado ao que instituímos em sala de aula.
•  O professor não é o dono nem o patrão em sala de aula, mas ele deve se fazer respeitar e elaborar, juntamente com os alunos, regras a serem cumpridas para o bom funcionamento do projeto pedagógico.
•  A indisciplina deve ser encarada como uma questão a ser enfrentada por todos: professor, alunos e pais que se encontram envolvidos no processo da aprendizagem.
•  Relações de respeito mútuo e reciprocidade devem prevalecer entre os professores e os alunos.


BOTH, Ivo José. Da verificação à avaliação da aprendizagem,: processos antagônicos. Ponta grossa: cadernos da procad, n. 3, 1992.
ENSAIO: avaliação e políticas públicas em educação , v.3, no 8, rio de janeiro: Fundação Cesgranrio, 1995.
SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO. Anais. Rj: Cesgranrio, outubro, 1995.
SIMPÓSIO NACIONAL SOBRE AVALIAÇÃO E EDUCACIONAL: uma reflexão crítica. Anais. Rj: cesgranrio, outubro, 1993.


Professora: Cleire Maria do Amaral Rodrigues. 





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