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terça-feira, 5 de março de 2013

“INCLUSÃO É TROCA” Todos saem ganhando.






No processo de inclusão professores e alunos aprendem uma lição que a vida dificilmente ensina que é respeitar as diferenças sendo este o primeiro passo para alcançar o sucesso que todos nós esperamos. Segundo Mendes (2002, p.64),
A inclusão estabelece que as diferenças humanas são normais, mas do mesmo tempo reconhece que a escola atual tem provocado ou acentuado desigualdades à existência de diferenças de origem pessoal, social, cultural e política, e é nesse sentido que ela prega a necessidade de reestruturação do sistema educacional para prover de uma educação de qualidade para todas as crianças.

Para que a inclusão chegue a alcançar o sucesso que todos esperamos será preciso que ela seja transformadora exigindo dos dirigentes o apoio previsto em lei.
No momento atual sabemos que as escolas encontram serias dificuldades para trabalhar com portadores de necessidades especiais seja por falta de professores competentes preparados para receber estas crianças ou por falta de uma adaptação física apropriada que venha suprir as necessidades desses alunos.
Pessoalmente vejo a inclusão como um fator positivo para crianças com necessidades especiais, pois o convívio e a interação ajudam as mesmas a desenvolverem-se e aprenderem mais, também a tornarem-se mais conscientes a respeito das necessidades dos outros, desenvolvendo assim uma postura crítica contra preconceitos a pessoas com deficiência.
A ideia de inclusão se fundamenta em uma filosofia que reconhece e aceita a diversidade na vida em sociedade. Isto significa garantia de acesso de todos a todas as oportunidades, independentemente das peculiaridades de cada indivíduo ou grupo social.
(ARANHA, 2001, p.2)

O professor tem um papel importantíssimo neste contexto, precisando aperfeiçoar sua prática pedagógica, deve ter em mente sempre a responsabilidade social que o cargo lhe confere, e participar decisivamente do esforço de inclusão.
A criança portadora de necessidades especiais não deve ser educada somente em salas de educação especial porque assim estaremos negando-lhes a participarem de trocas ricas e estimulantes de socialização que aconteça na sala de aula regular, onde o desenvolvimento cognitivo, emocional e social dessa criança aumenta só trazendo benefícios a todos envolvidos neste processo.
Hoje vemos que para lidar com a inclusão só boa vontade não basta, é necessário que envolva a família, que a escola aperfeiçoe sua prática pedagógica desenvolvendo bons projetos pedagógicos, valorizando a cultura, a história e as experiências dos alunos, as atividades devem ser selecionadas e planejadas para que todos aprendam.
Vejo a inclusão como um fator positivo para a educação, por proporcionar à troca de experiências, valores, dando às crianças a oportunidade de melhorarem seu comportamento devido à interação com outras crianças.
Segundo Claudia Werneck (1997), “Incluir não é fator, mas troca, todos saem ganhando nessa troca.”
Educar indivíduos em segregadas salas de educação especial significa negar-lhes o acesso á formas ricas e estimulantes de socialização e aprendizagem que somente acontecem na sala de regular devido à diversidade presente neste ambiente.

Vera Freire Palma