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Textos e artigos relacionados à Educação.

Trabalhos em artesanato como: Tricô pintura em tecido e tela.


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domingo, 31 de agosto de 2014

Conhecendo um pouco das concepções do pensamento pedagógico!!!







Conhecer a história, a evolução e a concepções do pensamento pedagógico, não se resume a tomar contato com passado, mas ter instrumentos para entender como este passado construiu o presente.

Jean Piaget foi o nome mais influente no campo da educação durante a segunda metade do século 20, a ponto de quase se tornar sinônimo de pedagogia.

 Não existe, entretanto, um método Piaget, como ele gostava de frisar. Ele nunca atuou como pedagogo antes de qualquer coisa, Piaget foi biólogo e dedicou a vida a submeter à observação científica rigorosa o processo de aquisição de conhecimento pelo ser humano, particularmente a criança.


As descobertas de Piaget tiveram grande impacto na pedagogia, mas de certa forma, demonstraram que a transmissão de conhecimento é uma possibilidade limitada, as respostas ás questões sobre a natureza da aprendizagem de Piaget são dadas à luz de sua epistemologia genética, no qual o conhecimento se constrói pouco a pouco, à medida que as estruturas mentais e cognitivas se organizam, de acordo com os estágios de desenvolvimento da inteligência.

A inteligência é antes de tudo adaptação. Esta característica se refere ao equilíbrio entre o organismo e o meio ambiente, que resulta de uma interação entre assimilação e acomodação.
 Onde vê a criança como um ser ativo, atento e que constantemente cria hipóteses sobre o seu ambiente. Assim, acredita que, de acordo com o estágio de desenvolvimento em que a mesma se encontra, elabora os conhecimentos de forma espontânea.

A criança tem uma visão particular sobre o mundo e à medida que se desenvolve, em sua interação com o adulto, aproxima-se de suas concepções tornando-se socializada.
Para Piaget, o desenvolvimento é um processo sucessivo de equilibrados. 
Embora essas equilibrados ocorram nas diversas etapas do desenvolvimento, certas estruturas vão definir um momento deste desenvolvimento.

O alicerce da teoria Piaget não é a noção de equilíbrio. Para Piaget todo o organismo vivo procura manter um estado de equilíbrio ou adaptação ao seu meio. ” O processo dinâmico e constante do organismo buscar um novo e superior estado de equilíbrio é denominado processo de equilibração majorante”. (DAVIS; OLIVEIRA apud LEGAL, 2007, p. ).

O professor tem o papel de coordenar as atividades, perceber como cada aluno se desenvolve e propor situações de aprendizagem significativas.

O conteúdo é importante, mas o processo pelo qual o aluno chega a ele é a prioridade.
A aplicação dessa teoria tem possibilitado a formação de crianças que vão além do mero conteúdo assimilado. São mais críticas, opinativas, investigativas. Sua disciplina está voltada para a reflexão e auto-avaliação, portanto não é considerada rígida.





Produção científica elaborada por Vygotsky



A produção científica elaborada por Vygotsky, apresenta-se fundamentada nos pressupostos filosóficos do materialismo histórico e dialético marxista, o qual concebe o homem inserido num contexto sócio-cultural, que interfere diretamente na produção de sua consciência e seus comportamentos sociais; através da valorização que o meio sociocultural oferece no processo de desenvolvimento humano, Vygotsky elaborou algumas teorias relacionadas a ele, que possibilitam explicar a influência do contexto sociocultural no processo educativo humano.

Partindo desse pressuposto Vygotsky enfatiza o papel do educador no sentido de contribuir, intervindo na formação da estrutura conceitual através das diversas disciplinas científicas, e no que se refere à apropriação dos conceitos científicos.

Na perspectiva vygotskvana, embora os conceitos não sejam assimilados prontos, o ensino escolar desempenha um papel importante na formação dos conceitos de um modo geral e dos científicos em particular.

Enquanto para alguns autores Vygotsky é interacionista, para outros é sócio interacionista e, há, ainda, aqueles que afirmam que ele não se enquadra em nenhuma dessas duas classificações. Dessa forma entendemos que este é um campo aberto para férteis discussões.

Na abordagem vygotskyana o homem é visto como alguém que transforma e é transformado nas relações que acontecem em determinada cultura.
 Assim é possível constatar que o ponto de vista de Vygotsky é que o desenvolvimento humano é compreendido não como a decorrência de fatores isolados que amadurecem, nem tampouco de fatores ambientais que agem sobre o organismo controlando seu comportamento, mas sim como um produto de trocas recíprocas, que se estabelecem durante toda vida, entre indivíduo e meio, cada aspecto influindo sobre o outro.

Vygotsky não nega que exista diferença entre os indivíduos, que uns estejam mais predispostos a algumas atividades que outros, em razão do fator físico ou genético.

Contudo, não entende que esta diferença seja importante para a aprendizagem. Ele rejeita os modelos baseados em pressupostos inatistas que determinam características comportamentais universais do ser humano, como por exemplo, expressam as definições de comportamento por faixa etária, por entender que o homem é um sujeito datado, atrelado ás determinações de sua estrutura biológica e de sua conjuntura histórica.

Na perspectiva de Vygotsky embora os conceitos não sejam assimilados prontos, o ensino escolar desempenha um papel importante na formação dos conceitos de um modo geral e dos científicos em particular.

A posição de Vygotsky pode, ou não ser considerada cognitivista já que se distingue pela defesa da constituição externa, e mais especificamente social do cognitivo, entendido como funções mentais superiores, características dos seres humanos, e que se contrapõem às funções mentais elementares também encontradas a nível animal.

 Esta constituição do cognitivo se dá a partir da mediação através de signos, mais especificamente da fala. Isto significa que aquilo que caracteriza as funções específicas dos seres humanos é não a ação direta sobre o meio, mas uma ação mediada por signos, o que por sua vez pressupõe uma mediação social.

Assim, embora o processo básico seja um processo associacionista, as leis que regem o comportamento humano deixam de ser leis naturais passando a serem leis sócio históricas.

O desenvolvimento está, então, relacionado a uma modificação da função da fala que de comunicativa passa a ser reguladora do comportamento, modificação está de origem social.

 Isto ocorre inicialmente a nível externo e depois internaliza-se.
 A criança passa a usar com relação a ela próprias formas de ação que outros usaram com relação a ela e que ela usou com relação aos outros.

A partir destas mudanças funcionais, ocorrem também mudanças estruturais, desta vez internas que envolvem uma inter-relação entre diferentes funções mentais e constituem um desenvolvimento.


Autora: Vera Freire Palma


PSICOGÊNESE DA APRENDIZAGEM
Eduardo José Legal, 2007.



sábado, 9 de agosto de 2014

Feliz dia dos pais!!!


Ser pai é acima de tudo, não esperar recompensas. Mas ficar feliz caso e quando cheguem.
É saber fazer o necessário por cima e por dentro da incompreensão. É aprender a tolerância com os demais e exercitar a dura intolerância (mas compreensão) com os próprios erros.
Ser pai é aprender errando, a hora de falar e de calar. É contentar-se em ser reserva, coadjuvante, deixado para depois. Mas jamais falar no momento preciso.
É ter a coragem de ir adiante, tanto para a vida quanto para a morte. É viver as fraquezas que depois corrigirá no filho, fazendo-se forte em nome dele e de tudo o que terá de viver para compreender e enfrentar.
Ser pai é aprender a ser contestado mesmo quando no auge da lucidez. É esperar. É saber que experiência só adianta para quem a tem, e só se tem vivendo.
Portanto, é aguentar a dor de ver os filhos passarem pelos sofrimentos necessários, buscando protegê-los sem que percebam, para que consigam descobrir os próprios caminhos.
Ser pai é saber e calar. Fazer e guardar. Dizer e não insistir. Falar e dizer. Dosar e controlar-se. Dirigir sem demonstrar. É ver dor, sofrimento, vício, queda e tocaia, jamais transferindo aos filhos o que, a alma, lhe corrói.
Ser pai é ser bom sem ser fraco. É jamais transferir aos filhos a quota de sua imperfeição, o seu lado fraco, desvalido e órfão.
Ser pai é aprender a ser ultrapassado, mesmo lutando para se renovar. É compreender sem demonstrar, e esperar o tempo de colher, ainda que não seja em vida.
Ser pai é aprender a sufocar a necessidade de afago e compreensão. Mas ir às lágrimas quando chegam.
Ser pai é saber ir-se apagando à medida em que mais nítido se faz na personalidade do filho, sempre como influência, jamais como imposição. É saber ser herói na infância, exemplo na juventude e amizade na idade adulta do filho. É saber brincar e zangar-se.
É formar sem modelar, ajudar sem cobrar, ensinar sem o demonstrar, sofrer sem contagiar, amar sem receber.
Ser pai é saber receber raiva, incompreensão, antagonismo, atraso mental, inveja, projeção de sentimentos negativos, ódios passageiros, revolta, desilusão e a tudo responder com capacidade de prosseguir sem ofender. De insistir sem mediação, certeza, porto, balanço, arrimo, ponte, mão que abre a gaiola, amor que não prende, fundamento, enigma, pacificação.
Ser pai é atingir o máximo de angústia no máximo de silêncio. O máximo de convivência no máximo de solidão.
É, enfim, colher a vitória exatamente quando percebe que o filho a quem ajudou a crescer já, dele, não necessita para viver.
É quem se anula na obra que realizou e sorri, sereno, por tudo haver feito para deixar de ser importante.